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Bateria revolucionária para carros elétricos começa a sair do papel

MG lança a bateria semissólida SolidCore no MG4 EV Urban na Europa, prometendo maior densidade e recarga mais rápida, sem atingir estado sólido total

O MG4 EV Urban será o primeiro carro de produção na Europa com bateria semissólida
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  • A MG destaca a bateria semissólida SolidCore, com eletrólito 95% sólido e 5% líquido, usada no MG4 EV Urban previsto para chegar à Europa em 2026.
  • O modelo terá desempenho superior de segurança, potência e recarga, prometendo entre 30% e 50% mais densidade de energia e recarga até 80% mais rápida em comparação com baterias convencionais.
  • Em testes, a bateria semissólida reduz o lítio líquido e aumenta a condutividade, com ganhos de durabilidade, recarga mais rápida em baixas temperaturas e entrega de potência melhorada.
  • O MG4 EV Urban na China já foi lançado com bateria semissólida de 53,95 kWh, oferecendo autonomia anunciada de 530 km no ciclo CLTC (aproximadamente 420 km no WLTP).
  • A MG planeja sequência de gerações com diversas químicas semissólidas (LMO, LNMO, LMR) para balancear custo e densidade, mantendo a possibilidade de veículos de produção em massa sem cobalto.

A MG (Chiná) apresenta ao mercado europeu uma linha de baterias semissólidas para veículos elétricos, anunciada no primeiro Tech Day da empresa. A iniciativa visa reduzir custos, aumentar segurança e melhorar o desempenho. O MG4 EV Urban será o primeiro modelo a receber a tecnologia no Reino Unido, ainda que não seja totalmente de estado sólido.

A bateria, chamada SolidCore, não é 100% sólida: o eletrólito é 95% sólido, com 5% de líquidos, segundo o chefe global de baterias, Dr. Li Zheng. A MG afirma que essa combinação busca equilíbrio entre condutividade e segurança, reduzindo o conteúdo líquido em relação às baterias atuais.

O MG4 EV Urban, lançado no Reino Unido no início deste ano, é o modelo escolhido para a implementação da tecnologia. A MG ainda não detalhou como a versão com bateria semissólida se posicionará na linha de produtos, além de manter o preço. A China já apresentou o MG4 EV Urban com a bateria semissólida de 53,95 kWh.

Benefícios e características técnicas

Segundo Zheng, as baterias semissólidas devem oferecer entrega de potência superior, recarga mais rápida e melhor desempenho em baixas temperaturas. A estrutura por cátodo espinélio 3D promete ganhos em densidade energética e rapidez de recarga em comparação com NCM e LFP.

A química utilizada pelo MG4 EV Urban começa com óxido de manganês-lítio (LMO). Na segunda geração, a empresa planeja incluir níquel para formar LNMO, aumentando densidade e desempenho de recarga, sem usar cobalto. Futuras versões podem adotar LMR.

A MG aponta que a densidade atual do MG4 EV Urban é similar à do LFP, com objetivo de chegar a 400 Wh/kg em gerações futuras. Enquanto isso, células NCM ficam em torno de 300 Wh/kg e LFP, 160 Wh/kg ou menos. A tecnologia semissólida não depende apenas de uma química única.

A gestão de tensão é citada como fator adicional de melhoria. A primeira geração opera a 3,8 V, com a LNMO chegando a cerca de 4,5 V na segunda geração. A cada avanço, a MG busca reduzir o uso de lítio mantendo a estabilidade e a durabilidade.

Autonomia, recarga e cenário futuro

Na prática, a autonomia anunciada para o MG4 EV Urban com semissólido fica similar ao modelo com LFP de 53,9 kWh, que entrega cerca de 258 milhas no WLTP. A MG afirma que a recarga 2C pode chegar a 30% a 80% em 21 minutos com carregador DC potente.

O objetivo é que as semissólidas convivam com LFP e NCM no curto prazo, com substituições graduais para LMO e LNMO. A MG projeta, para os próximos cinco a dez anos, coexistência de baterias totalmente sólidas e semissólidas, cada uma para volumes diferentes de veículos.

Segundo o fabricante, baterias semissólidas permitem ciclos de vida semelhantes aos do LFP, com durabilidade estimada perto de 3.000 ciclos em testes. Em contraste, baterias líquidas tradicionais apresentam menor estabilidade em determinadas químias, conforme a empresa cita.

A MG afirma que a evolução da tecnologia não depende apenas de química, mas também de a combinação de eletrólito sólido com estruturas internas melhorar a durabilidade e a segurança. O objetivo é ampliar a adoção de EVs com custo competitivo e desempenho estável no mercado europeu.

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