- Artemis II será o primeiro voo tripulado do sistema lunar da NASA, usando o foguete SLS e a cápsula Orion.
- O SLS é descrito como o foguete mais potente já feito, com até 9,5 milhões de libras de empuxo; os propulsores sólidos respondem por mais de 75% da força nos primeiros dois minutos.
- O conjunto combina motores RS-25 com combustível criogênico (hidrogênio e oxigênio líquidos), priorizando eficiência energética, ainda que aumente a complexidade.
- A cápsula Orion pode realizar missões de até 210 dias e possui escudo térmico para reentrada a até 40 mil km/h; o Launch Abort System oferece escape de emergência em milissegundos.
- A missão envolve módulo de serviço europeu (ESA) e aponta para uma presença sustentável na Lua, com foco no polo sul, além de integrar um modelo híbrido com participação privada e planos para a Lunar Gateway.
O sistema Artemis II utiliza o foguete Space Launch System (SLS) e a cápsula Orion, visando o retorno de voos tripulados ao entorno da Lua após mais de meio século. O conjunto oferece empuxo capaz de sustentar missões de longa duração no espaço profundo.
O SLS é apresentado pela NASA como o foguete de lançamento mais potente já construído, superando o Saturn V em cerca de 15% de empuxo. Na decolagem, os propulsores sólidos respondem por mais de 75% da força nas primeiras duas minutos.
A cápsula Orion foi concebida para missões de até 210 dias e usa tecnologias de navegação autônoma, como sensores solares, rastreadores estelares e câmeras ópticas. O escudo térmico suporta reentrada a velocidades de até 40 mil km/h.
O lançamento envolve o módulo de serviço europeu, da ESA, que fornece energia, propulsão e suporte de vida. A Launch Abort System oferece escape de emergência em milissegundos, aumentando a segurança da tripulação.
A missão Artemis II ocorre no Kennedy Space Center, na Flórida, onde trabalhadores transportam o estágio central do SLS para o prédio de montagem de veículos. O evento marca o retorno de voos tripulados ao entorno lunar em décadas.
Arquitetura e objetivos
O programa visa estabelecer uma presença sustentável na Lua, com foco no polo sul, onde se busca água em gelo para uso como recurso. A Lua figura como plataforma para missões a Marte, segundo a NASA.
Paralelamente, Artemis expande a ideia de uma operação com participação de entidades privadas e países, integrando um modelo de governança mais distribuído. A iniciativa envolve a construção de módulos e a futura estação lunar Lunar Gateway.
Perspectivas futuras
O ecossistema Artemis inclui parcerias com empresas privadas e a participação de instituições internacionais. A missão busca testar tecnologias, logística e permanência humana fora da Terra, preparando etapas para missões interestelares a longo prazo.
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