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O que a ciência sabe sobre a morte de Jesus Cristo

Estudos indicam hipovolemia, asfixia ou infarto como causas prováveis da morte na crucificação, com evidências arqueológicas que sustentam o debate

"Crucificação", quadro de Pieter Brueghel, o Jovem
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  • Estudos forenses e achados arqueológicos ajudam a entender a morte de Jesus, com hipóteses que vão além da asfixia.
  • A crucificação foi uma punição romana aplicada a escravizados e rebeldes, inserida no contexto de repressão do Império.
  • A hipótese tradicional é a asfixia progressiva, mas médicos divergem: Zugibe aponta choque hipovolêmico como causa provável; pesquisa de 2021 cita hipovolemia, asfixia e infarto como possibilidades.
  • Achados arqueológicos incluem o osso do calcanhar de Jehohanan, achado em Jerusalém em 1968, com prego atravessando o osso; outro esqueleto com marcas de crucificação foi encontrado na Inglaterra, no século IV.
  • Sobre o sepultamento, alguns historiadores questionam a versão bíblica, sugerindo que crucificados eram expostos por dias; a ausência de restos mortais é associada a práticas romanas de apagar memórias ou a motivações teológicas.

Estudos forenses e achados arqueológicos ajudam a explicar como ocorreu a morte de Jesus Cristo, indo além da hipótese de asfixia. A crucificação era prática de Roma contra escravizados e dissidentes políticos, usada para impor repressão.

A leitura médica envolve reconstruções do corpo preso na cruz. O legista Frederick Zugibe baseou-se em experimentos com réplicas suspensas para descrever cãibras, colapso muscular e dificuldade respiratória intensa.

A hipótese mais difundida por décadas sugere asfixia progressiva, com o condenado precisando manter a força para inspirar. Vozes médicas discutem essa leitura diante de outros relatos.

Achados arqueológicos

Em 1968, Jerusalém trouxe evidência física rara: o osso do calcanhar de Jehohanan perfurado por prego, indicando crucificação romana. O achado confirmou prática semelhante à descrita em fontes históricas.

Em Cambridgeshire, Reino Unido, em 2021, outro esqueleto com marcas de crucificação data do século 4. O achado amplia o uso da prática além de relatos bíblicos e reforça a sua ocorrência histórica.

Pregos e coroa

Estudos anatômicos discutem onde os pregos eram fixados. Alguns apontam pulsos para sustentar o peso, outros sugerem perfuração abaixo do polegar. A posição exata continua em debate.

A hipótese é de pés pregados lado a lado, conforme testes de Zugibe e evidência de Jehohanan. A presença de sangue e marcas indica uso de chicotadas anteriores à crucificação.

Sepultamento

Alguns historiadores contestam a versão bíblica do enterro. Argumentam que crucificados podiam ficar expostos por dias como exemplo público, com Roma sem foco em sepultamento.

A ausência de restos mortais é associada a costumes romanos de apagar memórias do condenado. Especialistas citados pela BBC veem explicações teológicas para a falta de tumba identificável.

Fonte: reportagens publicadas em 17/04/2025.

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