- Descoberta na Coreia do Sul mostra um filhote de dinossauro fossilizado dentro de rocha, batizado Doolysaurus huhmini.
- O fóssil preserva detalhes do crânio e ossos delicados graças à tomografia computadorizada (micro-CT), método não invasivo.
- Trata-se de uma nova espécie de dinossauro identificada após quinze anos no país; pertence ao grupo dos tescelossaurídeos e viveu no Cretáceo Médio há cerca de 100 milhões de anos; o animal tinha aproximadamente 2 anos.
- Gastrólitos encontrados indicam dieta onívora, com alimentação variada ao longo da vida do animal.
- A descoberta reforça a Coreia do Sul como região promissora para fósseis e sugere que novas espécies podem surgir com o uso de tecnologias de imagem.
Um filhote de dinossauro fossilizado foi encontrado oculto dentro de uma rocha na Coreia do Sul. O espécime, batizado de Doolysaurus huhmini, está preservado com detalhes raros. A descoberta foi publicada na revista Fossil Record.
O estudo aponta que o fóssil revelou partes do crânio e ossos delicados, graças a técnicas modernas de imagem. Os pesquisadores utilizaram microtomografia computadorizada para analisar o interior sem raspar a rocha.
O Doolysaurus huhmini tem cerca de 100 milhões de anos e pertence ao grupo tescelossaurídeos. O animal provavelmente andava sobre duas patas e vivia no leste da Ásia durante o Cretáceo Médio. O holótipo foi mapeado com precisão pela tecnologia.
Tecnologia que enxerga dentro da rocha
A microtomografia computadorizada permitiu visualizar estruturas internas sem danificar o fóssil. Em meses, os cientistas conseguiram mapear elementos que demorariam anos com métodos tradicionais.
A técnica reduz o risco de danificar ossos frágeis, especialmente em juvenis. O uso de imaging avançado se consolida como ferramenta essencial na paleontologia de fósseis complexos.
Características e alimentação do filhote
Entre os traços observados estão possíveis estruturas de revestimento corporal felpudo, sugerindo pele menos reptiliana que a imaginada. Gastrólitos indicam dieta onívora, com vegetais, insetos e pequenos animais.
A conservação rápida após soterramento preservou grande parte da anatomia original. Essa condição rara aumenta o valor científico do achado para entender hábitos e desenvolvimento de dinossauros jovens.
Repercussão e perspectivas futuras
O estudo reforça a Coreia do Sul como região promissora para novas descobertas paleontológicas. Embora já conhecido por pegadas e ovos, encontrar ossos completos é menos comum.
Os autores ressaltam que novas espécies podem surgir à medida que tecnologias de imagem avançam. A pesquisa contribui para ampliar o conhecimento sobre dinossauros asiáticos e seus ecossistemas.
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