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Nova insulina disponível no SUS é considerada avanço na saúde pública

Insulina glargina, com liberação contínua, pode substituir a insulina humana NPH no SUS, oferecendo dose única, controle glicêmico estável e maior adesão

Insulina
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  • O SUS iniciou a substituição da insulina humana NPH pela glargina, visando estabilidade glicêmica e adesão ao tratamento.
  • A glargina tem duração média de 18 a 24 horas, podendo ser administrada apenas uma vez ao dia, em vez de várias aplicações diárias.
  • Ela libera a insulina lentamente no organismo, evitando picos e reduzindo o risco de hipoglicemia, com controle glicêmico contínuo.
  • O projeto-piloto contempla crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos de 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2, com estimativa de atender mais de 50 mil pessoas inicialmente.
  • O custo por caneta varia entre R$ 70 e R$ 150, e profissionais da atenção primária estão sendo treinados para orientar o uso; a ampliação depende da avaliação do piloto.

Desde fevereiro, o Ministério da Saúde iniciou a transição da insulina humana NPH para a glargina no SUS, considerada um avanço no tratamento do diabetes. A mudança visa manter glicose estável ao longo do dia e reduzir a necessidade de aplicações diárias.

A insulina glargina é liberada gradualmente, formando microcristais no tecido subcutâneo. Assim, a ação ocorre de forma contínua, com início em uma a duas horas e sem picos de ação que aumentem o risco de hipoglicemia. A duração é de 18 a 24 horas.

A novidade facilita a adesão ao tratamento, principalmente para quem depende de uso diário de insulina. Pacientes como crianças, adolescentes e idosos com diabetes se beneficiam da menor frequência de aplicações.

Avanço no SUS

A mudança acontece com o objetivo de reduzir o controle glicêmico instável e ampliar o atingimento de metas. Em média, menos episódios de hipoglicemia são esperados com a nova insulina, segundo especialistas.

O custo médio por caneta varia entre R$ 70 e R$ 150, dependendo do tipo (referência ou genérico). A implementação inicial ocorre em piloto em Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal.

Na primeira etapa, atendem crianças e adolescentes com até 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. O Ministério estima mais de 50 mil pessoas na faixa atendidas inicialmente.

Profissionais da atenção primária passam por treinamento para orientar o uso das canetas e do medicamento. Após o piloto, o objetivo é ampliar gradualmente a distribuição.

Desdobramentos e alcance

O diabetes é um problema de saúde pública no Brasil, com estimativas entre 10% e 15% da população vivendo a condição. A meta é ampliar o controle glicêmico e reduzir complicações a longo prazo.

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