- Sapos não têm órbitas ósseas; há uma membrana flexível entre olhos e teto da boca que permite a retração durante a deglutição.
- Ao fechar as pálpebras, os olhos recuam para dentro da cavidade bucal e ajudam a empurrar o alimento em direção à faringe e ao esôfago.
- A língua dos sapos é muito grudenta, o que facilita capturar presas; a retração ocular ajuda a “raspar” o alimento na hora de engolir.
- Alguns sapos possuem dentes apenas para segurar a presa até engolir, sem mastigar.
- Em estudo de dois mil e quatro, da Universidade de Massachusetts, foi comprovado que, se os olhos não fossem retraídos, o sapo precisava de cerca de setenta e quatro por cento a mais de engolidas para consumir a refeição.
A resposta curta é que os sapos engolem usando os próprios olhos. Eles não possuem órbitas ósseas, comuns em vertebrados, apenas uma membrana flexível entre olhos e teto da boca.
Essa membrana segura os globos oculares no lugar e, quando necessário, permite que eles recuem para dentro da cavidade bucal. Ao fechar as pálpebras durante a deglutição, os olhos empurram o alimento em direção à faringe.
Essa retratação facilita a deglutição porque a língua dos sapos é extremamente grudenta, útil para capturar presas na natureza, como insetos. Mover os olhos para trás ajuda a “raspar” a comida para o esôfago.
Alguns sapos têm dentes, mas não os utilizam para mastigar; servem apenas para segurar a presa até a deglutição. O comportamento tinha sido sugerido há décadas, no início do século 20.
Foi comprovado de forma definitiva em 2004, em estudo da Universidade de Massachusetts. A equipe liderada pelo pesquisador Robert Levine mostrou a relação entre retração ocular e eficiência de deglutição.
No experimento, impedir a retração dos olhos aumentou em 74% o número de engolidas necessárias para completar a refeição. A média pulou de cerca de 2,3 para 4 engolidas por presas.
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