- A população de banteng caiu cerca de oitenta por cento no seu conjunto, mas tem se recuperado fortemente em áreas bem protegidas da Tailândia, especialmente no entorno do santuário Huai Kha Khaeng.
- Pesquisas apontam duplicação da população no santuário nos últimos vinte anos, com estimativa de pelo menos mil quatrocentos banteng, tornando a área centro da maior população da espécie no Sudeste Asiático.
- Moradores da área de amortecimento criaram um turismo comunitário de observação de banteng em Rabam, gerando renda e ajudando a reduzir a caça, com mais de trezentos moradores de dezenove comunidades envolvidas.
- O programa SMART de patrulhas e monitoramento, adotado desde 2006, contribuiu para reduzir a caça e recuperar habitats, fortalecendo também populações de tigres, cervídeos e outras espécies.
- Embora haja conflitos pontuais com atividades agrícolas na zona de amortecimento, o turismo comunitário oferece alternativa econômica e apoio à conservação, com regras acordadas e reinvestimento de parte da receita em infraestrutura local.
A população de banteng, bovídeos selvagens, tem se recuperado em áreas protegidas da Tailândia, após décadas de proteções rígidas e patrulhas de guardas. Em Huai Kha Khaeng, números que estavam em declínio começam a se recompor, com grupos buscando áreas de entorno.
Segundo autoridades e pesquisadores, a recuperação foi impulsionada pela redução da caça e pela restauração de habitats e fontes de água. A dispersão natural de rebanhos para áreas de buffer mostra a importância de manter corredores e fiscalização eficiente.
Proteção que rende frutos
O aumento das salvaguardas desde 2006, com o uso do SMART, intensificou o monitoramento e reduziu a pressão de caças. O esforço conjunto entre WCS, DNP e Kasetsart levou Huai Kha Khaeng a abrigar a maior população de banteng do Sudeste Asiático, estimada em cerca de 1.400 indivíduos.
Conflitos com comunidades locais surgiram com o crescimento dos rebanhos no entorno, onde atividades agropecuárias convivem com áreas de proteção. Medidas de zoneamento e compensação buscaram equilibrar uso humano e conservação.
Turismo comunitário como motor local
Em Rabam, comunidades criaram em 2021 um turismo ecológico baseado na observação de bantengs. Hoje, mais de 320 moradores de 19 vilarejos participam, com roteiros de trilhas, passeios de barco e atividades culturais. Parte da receita é reinvestida em infraestrutura local.
O modelo busca manter a gestão sob controle comunitário, com regras para evitar caça e colheita de plantas protegidas. relatos de beneficiários sugerem que a atividade tem fortalecida a motivação pela proteção da fauna local.
Impacto regional e perspectivas
Os especialistas veem a presença estável de banteng no buffer como elemento-chave para reintrodução em outras áreas protegidas. Além disso, o sucesso da abordagem SMART inspira ações em outras zonas, com monitoramento de campo e participação local.
Conservacionistas ressaltam que a convivência entre pessoas e fauna depende de participação comunitária efetiva e governança local forte. A experiência, afirmam, demonstra que turismo sustentável pode sustentar economias sem comprometer a vida selvagem.
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