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Remédios contra câncer são contrabandeados da Argentina, afirma delegado

Polícia combate contrabando de remédios oncológicos da Argentina para hospitais brasileiros; risco de ineficácia e dano à saúde pública

Dois empresários do ramo farmacêutico, e duas empresas, foram alvos da PF nesta quinta
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  • PF cumpriu mandados na operação Bula Fria, que investiga contrabando de medicamentos contra o câncer da Argentina para hospitais brasileiros.
  • O delegado afirmou que alguns hospitais no Brasil receberam um lote vindo da Argentina.
  • Entre os fármacos encontrados, estão itens de alto custo, como Keytruda (pembrolizumabe), com caixas variando entre R$ 30 mil a R$ 40 mil, usados para revenda com aparência de legalidade.
  • Os remédios eram armazenados e transportados sem o controle de temperatura adequado, o que eleva o risco de deterioração e danos à saúde pública.
  • Dois empresários do ramo farmacêutico e duas empresas foram alvo, com quatro mandados de buscas e apreensões em São Paulo e Goiás, com participação do Ministério Público Federal, Receita Federal e Anvisa.

O delegado da Polícia Federal Otávio José Lima de Oliveira detalhou que a operação Bula Fria, realizada nesta quinta-feira, apura o contrabando de medicamentos de combate ao câncer da Argentina para o Brasil. Os fármacos eram revendidos a hospitais brasileiros.

Segundo o delegado, a investigação identificou a origem de um lote vindo da Argentina, com indícios de fraude no rótulo em espanhol. Hospitais no Brasil teriam recebido esse lote para uso clínico.

A PF apura o funcionamento de um esquema estruturado de introdução clandestina de medicamentos oncológicos de alto custo, entre eles o Keytruda (pembrolizumabe). O objetivo era dar aparente legalidade às mercadorias.

O grupo atuava mediante armazenamento e transporte sem controle de temperatura adequado, aumentando o risco de deterioração do princípio ativo e de danos à saúde pública. A prática compromete a eficácia terapêutica.

Quatro mandados de buscas e apreensões foram cumpridos em São Paulo e Goiás, atingindo dois empresários do ramo farmacêutico e duas empresas. Participaram o Ministério Público Federal, a Receita Federal e a Anvisa.

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