- A tripulação da Artemis II falou pela primeira vez com a imprensa diretamente do espaço: Reid Wiseman, Victor J. Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen.
- O comandante informou que houve um momento “bem tenso” durante a queima de injeção translunar por volta de 20h49 desta quinta-feira (2), mas a queima foi bem-sucedida.
- A queima permitiu que a missão siga conforme o planejado, incluindo o retorno à Terra e o pouso no mar no décimo dia.
- A espaçonave seguirá uma trajetória em forma de oito, contornando o lado oculto da Lua; não haverá pouso na superfície lunar.
- O objetivo principal é testar pela primeira vez com humanos os sistemas da Orion, como suporte à vida, navegação, comunicação e o escudo térmico durante a reentrada.
Os astronautas da Artemis II conversaram com a imprensa diretamente do espaço pela primeira vez. A tripulação formada por Reid Wiseman, Victor J. Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen relatou estar em plena atividade desde o lançamento, com ânimo e trabalho intenso.
O comandante Reid Wiseman descreveu um momento “bem tenso” durante a queima de injeção translunar, ocorrida por volta de 20h49 desta quinta-feira. A manobra é a última grande ignição dos propulsores que levou o foguete em direção à Lua.
Segundo Wiseman, a tensão daquele instante o levou a refletir sobre a grandiosidade da missão: enviar quatro humanos a 250 mil milhas da Terra é um esforço extraordinário. O centro de controle em Houston informou que a queima de combustível foi bem-sucedida.
Progresso da missão
A nave Orion, parte da missão Artemis II, segue em direção à órbita lunar. Embora a tripulação não vá pousar na superfície, ela contornará o lado oculto da Lua antes de retornar à Terra, prevista para o décimo dia da missão.
No primeiro dia em órbita, a equipe realizou verificações de sistemas essenciais, incluindo suporte à vida, propulsão, navegação e comunicação. Essas avaliações visam assegurar a prontidão para a fase de exploração do espaço profundo.
A Artemis II tem duração estimada de dez dias e envolve uma trajetória em forma de oito, com livre retorno à Terra após duas órbitas ao redor do planeta. O objetivo central é testar pela primeira vez com humanos os sistemas da Orion, especialmente o escudo térmico durante a reentrada.
A missão marca o retorno humano à órbita lunar após mais de cinco décadas, estabelecendo um marco para futuras operações tripuladas no espaço profundo, sem prevista aproximação à superfície lunar.
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