- A Postquant Labs lançou a Quip Network, primeira testnet quântico-clássica pública, que permite minerar criptomoedas usando computadores quânticos, CPUs e GPUs.
- A mineração ocorre resolvendo problemas de otimização com o modelo de Ising, e os mineradores recebem tokens QUIP para pagar o tempo de uso dos computadores quânticos.
- O sistema não é aplicável ao Bitcoin, pois não compete com o hashcash, mas procura explorar vantagens dos dispositivos quânticos em problemas de otimização.
- A empresa afirma que, para um bloco, a mineração pode consumir cerca de 13 watts em hardware quântico, teoricamente menos energia que uma mineração tradicional.
- O acesso à computação quântica é restrito e cara; especialistas veem os qubits como aceleradores de cargas de trabalho específicas, não como substitutos do hardware clássico, com debates sobre impactos de segurança a longo prazo.
A Quip Network, apresentada pela Postquant Labs em parceria com a D-Wave Systems, lançou na quinta-feira a primeira testnet quântico-clássica de blockchain disponível publicamente. A rede permite mineração de criptomoedas usando computadores quânticos, CPUs e GPUs, substituindo o modelo tradicional de hash por problemas de otimização.
Ao invés de competir por cálculos de hash do Bitcoin, os participantes da Quip Network resolvem problemas de otimização, especialmente do tipo Ising. Mineradores bem-sucedidos recebem tokens QUIP, usados para pagar o tempo de processamento em computadores quânticos conectados à rede.
A Postquant Labs descreve a proposta como uma evolução que pode reduzir a energia necessária para minerar blocos. O modelo envolve quebras de energia associadas a arranjos de variáveis binárias interativas, com a ideia de tornar o uso de qubits mais eficiente para determinadas cargas de trabalho.
A D-Wave, com seus processadores de recozimento quântico, atua apenas como acelerador em partes do processo de Prova de Trabalho da Quip Network. Executivos da empresa destacam que os processadores quânticos não substituem o hardware clássico, funcionando em ritmos diferentes conforme o caso de uso.
Especialistas lembram que o acesso a hardware quântico ainda é restrito a laboratórios e universidades, limitando a adoção ampla. Mesmo assim, pesquisadores ressaltam que o Q-Day, momento em que máquinas quânticas poderiam comprometer criptografia atual, permanece uma perspectiva futura e de longo prazo.
A Postquant afirma que uma versão futura da rede poderá monitorar a evolução da criptografia de curva elíptica, componente-chave da segurança de carteiras como as de Bitcoin. Em entrevista, representantes ressaltam que usuários devem ficar atentos às mudanças tecnológicas, sem previsões categóricas sobre impactos imediatos.
Treinadores de tecnologia destacam que o avanço não sinaliza uma substituição rápida do sistema atual. Diferentes tecnologias devem coexistir, com ritmo variável de adoção conforme o custo, a disponibilidade de equipamentos e a maturação do ecossistema quântico.
O time da Postquant afirma que o token QUIP terá utilidade para alugar tempo de computação quântica na rede, enquanto a vivência prática dessa inovação pode exigir tempos de adaptação e validação regulatória e técnica. O desenvolvimento segue como atualização de protótipos para cenários comerciais.
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