- QR Code nanométrico gravado em nitreto de cromo é reconhecido pelo Guinness World Records, medindo apenas 1,977 micrômetros quadrados e invisível a olho nu.
- A gravação foi feita com feixes de íons focalizados, que removem material átomo por átomo para criar o padrão.
- O código só pode ser lido com microscópio eletrônico de varredura, pois não é detectável por microscópios ópticos.
- A técnica promete armazenar mais de dois terabytes em uma única folha de papel, com dados preservados por séculos ou milênios sem energia.
- Pesquisadores destacam a durabilidade da cerâmica e o potencial ambiental, já que o armazenamento cerâmico não consome energia para manter as informações.
O menor QR Code do mundo foi criado por pesquisadores da Universidade Técnica de Viena (TU Wien) e pela empresa Cerabyte, e entrou para o Guinness World Records em dezembro de 2025. A estrutura tem área de apenas 1,977 μm², menor que a maioria das bactérias, e é legível apenas por microscópio eletrônico de varredura (MEV).
O código foi gravado em nitreto de cromo, uma cerâmica estável usada em revestimentos industriais. A gravação ocorreu usando feixes de íons focalizados, que removem material átomo a átomo para esculpir o padrão de QR Code com alta precisão.
A ideia é armazenar dados de forma ultradensa e durável sem consumo de energia. A cerâmica mantém informações por séculos ou milênios, sem precisar de refrigeração nem energia contínua, diferentemente de data centers convencionais.
O leitor precisa de equipamento especializado para ler o código. O QR Code é invisível a olho nu e não pode ser visto com microscópio óptico comum; apenas o MEV consegue detectar o padrão gravado.
Segundo o pesquisador Alexander Kirnbauer, da TU Wien, o maior desafio foi manter a estabilidadeAtômica ao longo do tempo. A meta é tornar o código não apenas minúsculo, mas repetidamente legível em condições estáveis.
Além da certificação pelo Guinness, a tecnologia promete ampliar a densidade de armazenamento. Em aplicações futuras, seria possível guardar mais de dois terabytes em uma única folha de papel A4.
Um benefício adicional é o baixo consumo energético: suportes cerâmicos como o nitreto de cromo preservam dados sem exigir energia. Pesquisas apontam para uma possível redução da pegada de carbono associada ao armazenamento digital.
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