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Brasil tem a segunda maior malha aeroportuária do mundo, mas voa menos

IATA: Brasil tem segunda maior malha, mas baixa penetração de voos per capita e precisa democratizar o acesso

Dados do relatório são ao mesmo tempo uma celebração e um sinal de alerta para o Brasil
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  • Iata divulgou o relatório de segurança de 2025: foram 38,7 milhões de voos comerciais, taxa de 1,32 acidente por milhão de voos, 51 ocorrências no total e mais de 4,5 bilhões de passageiros transportados; em dias de pico, mais de 130 mil aeronaves operando simultaneamente.
  • Brasil possui a segunda maior malha aeroportuária, com mais de 2.400 aeroportos, mas a penetração aérea é de cerca de 0,47 voos per capita por ano, semelhante à da China.
  • O contraste mostra infraestrutura ampla, porém acesso ao transporte aéreo ainda restrito; Chile tem menos de 10% da população brasileira e cerca de 80 aeroportos, com 1,15 voo per capita, México fica em 0,73. Na Europa, Holanda, Suíça e Noruega passam de 3 voos per capita.
  • O especialista Luiz Moura afirma que os dados destacam a necessidade de democratizar o transporte aéreo brasileiro, combatendo o medo e a desinformação que dificultam a expansão.
  • A América Latina registrou em 2025 uma taxa de 2,38 acidentes por milhão de voos, acima da média global; melhorar envolve padronização de procedimentos, formação de tripulações e adoção de padrões internacionais.

A IATA divulgou seu relatório anual de segurança referente a 2025, que analisa 38,7 milhões de voos comerciais. A taxa global é de 1,32 acidente por milhão de voos, com 51 ocorrências em toda a aviação comercial, que transportou mais de 4,5 bilhões de passageiros no ano. Em dias de pico, mais de 130 mil aeronaves operam simultaneamente no mundo.

Para o especialista Luiz Moura, o panorama internacional mistura celebração e alerta para o Brasil. Ele aponta que os números indicam a robustez da aviação como sistema de mobilidade, porém ressaltam um contraste com a realidade brasileira.

Brasil tem uma das maiores malhas, mas acesso segue restrito

O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número de aeroportos, com mais de 2.400 unidades, atrás apenas dos EUA. Ainda assim, a taxa de penetração aérea é de cerca de 0,47 voos por habitante ao ano, similar à da China, sugerindo baixo acesso relativo à infraestrutura.

Em comparação regional, Chile e México apresentam velocidades de penetração maiores. O Chile, com população bem menor e cerca de 80 aeroportos, registra ~1,15 voo per capita ao ano. O México tem ~0,73, apesar de ter população aproximadamente metade da brasileira.

Desempenho regional e caminhos de melhoria

Na Europa, Holanda, Suíça e Noruega superam 3 voos por habitante ao ano, em faixas populacionais entre 5 e 18 milhões. Moura aponta que a discrepância não é apenas de infraestrutura, mas de desenvolvimento econômico e distribuição de renda, que limitam o acesso ao serviço.

Segundo o especialista, dados de segurança da IATA podem embasar políticas para democratizar a aviação na região. Ele ressalta que, apesar do medo público, a chance de acidente em voo é de 0,00013%, valor que exige comunicação clara para ampliar confiança e demanda.

O que precisa avançar para a América Latina

A organização regional enfrenta histórico de melhoria em padronização de procedimentos, formação de tripulações e adoção de padrões internacionais. Moura afirma que segurança não é custo, mas base para ampliar o número de passageiros e cargas operadas.

Em 2025, a América Latina apresentou taxa de 2,38 acidentes por milhão de voos, acima da média global. O intervalo aponta para espaço de melhoria significativo na região, com foco em investimentos e treinamento.

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