- O crescimento benigno da próstata é o aumento natural do órgão com a idade e pode provocar sintomas urinários, como jato fraco, maior frequência para urinar e acordar à noite.
- O câncer de próstata é uma proliferação descontrolada de células que pode metastatizar e é potencialmente letal; costuma ser assintomático nos estágios iniciais.
- Exames preventivos são importantes para detectar o câncer em fase curável, antes de surgirem sintomas.
- Dos casos de câncer de próstata, apenas uma ou duas vezes em dez há origem genética; os outros fatores envolvem histórico familiar, estilo de vida e idade.
- Fatores de risco não genéticos incluem idade avançada, obesidade, dieta inadequada e falta de exercícios, que também podem influenciar no prognóstico.
O crescimento benigno da próstata e o câncer de próstata são condições distintas, embora muitas vezes confundidas. Especialistas ressaltam que uma é associada ao envelhecimento, enquanto a outra envolve multiplicação celular descontrolada. A mensagem foi apresentada no programa CNN Sinais Vitais, que vai ao ar neste sábado, com a participação do oncologista Fernando Maluf e do urologista Rafael Coelho.
Coelho explica que o crescimento benigno representa o aumento natural do volume da próstata ao longo da vida, especialmente com o envelhecimento. Esse processo pode provocar sintomas urinários, como jato mais fraco, necessidade frequente de ir ao banheiro e despertar à noite para urinar. Trata-se de condição benigna.
Maluf detalha que o câncer de próstata envolve proliferação desordenada de células da próstata e pode metastatizar. Ao contrário do BPH, o câncer geralmente é assintomático nos estágios iniciais, o que reforça a importância dos exames preventivos para diagnóstico precocemente.
Diferenças fundamentais entre as condições
Para identificar o câncer, é essencial considerar que a doença pode evoluir sem sinais evidentes nos estágios iniciais, ao contrário do BPH, que manifesta sintomas urinários mais claros. A avaliação médica, incluindo exames de rotina, é fundamental para detectar a doença ainda em fase curável.
Maluf aponta fatores de risco não genéticos. Em uma leitura de 10 homens com câncer, dois têm origem genética associada a mutações em BRCA1 ou BRCA2; os outros oito são influenciados por histórico familiar, idade e estilo de vida. Assim, fatores de risco variam entre genética, hábitos e envelhecimento.
Entre os principais fatores de risco não genéticos estão o histórico familiar e a idade avançada, já que a doença é rara em pessoas abaixo dos 40 anos. A obesidade e a dieta pobre, além da falta de atividade física, também são associadas a maior probabilidade de desenvolver a doença e a piora no prognóstico.
Fatores de risco e prevenção
A obesidade pode ampliar o risco e agravar o câncer de próstata, segundo os especialistas. Além disso, o estilo de vida, alimentação e prática regular de exercícios aparecem entre os elementos relevantes para prevenção e acompanhamento clínico.
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