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Pensamento humano faz cão robô se mover, unindo mente e máquina

Cão robô guiado por pensamento usa EEG não invasivo, com mais de 95% de precisão e atraso de cerca de um segundo, voltado à reabilitação e à assistência

Na imagem, homem comanda cão robô
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  • Pesquisadores da Universidade Jiaotong de Xi’an desenvolveram controle por EEG que permite a um cão robô ser guiado apenas pelo pensamento.
  • O sistema decodifica sinais cerebrais e os transforma em comandos, como avançar, recuar e virar, suportando 11 comandos básicos; a precisão de reconhecimento fica acima de 95% e o atraso entre pensamento e ação é de cerca de um segundo.
  • A abordagem é não invasiva, considerada segura e econômica, adequada para medicina de reabilitação e usos no dia a dia, em comparação com interfaces invasivas que exigem cirurgia.
  • A equipe defende uma colaboração homem‑máquina: o ser humano emite intenções de alto nível, enquanto a máquina realiza navegação, percepção ambiental, desvio de obstáculos e execução de movimentos.
  • O cão robô é visto como potencial apoio a pessoas com deficiência, além de aplicações em cuidado de idosos, assistência médica, reabilitação e companhia inteligente.

A pesquisa brasileira e internacional avança para veículos e assistentes movidos pela mente. Na Universidade Jiaotong de Xi’an, no noroeste da China, a equipe liderada pelo professor Xu Guanghua integrou o controle por EEG à navegação de um cão robô. O objetivo é que o animal siga trajetos apenas pela intenção do usuário.

O sistema interpreta sinais de EEG gerados pela mente quando o usuário pensa em ações como seguir em frente. Esses sinais são decodificados, convertidos em comandos e enviados ao cão robô, que executa o movimento correspondente com precisão.

A plataforma suporta 11 comandos mentais básicos, incluindo avançar, recuar e virar. A taxa de reconhecimento supera 95%, e o atraso entre pensamento e ação fica em torno de um segundo, segundo os pesquisadores.

Especialistas destacam que, embora métodos invasivos ofereçam alta precisão, eles exigem implantação cirúrgica, elevando riscos e custos. A abordagem não invasiva, escolhida pela equipe de Xu, é mais segura e adequada para aplicações em reabilitação e uso diário.

Entretanto, sinais não invasivos costumam oferecer menor precisão, o que torna difícil manter controle contínuo em tempo real. Para contornar isso, o grupo adotou um modelo homem‑máquina com funções bem definidas.

O pesquisador enfatiza que humanos definem apenas intenções de alto nível, enquanto a máquina cuida da tomada de decisão e da execução de alto desempenho, como navegação autônoma e percepção ambiental.A colaboração aumenta eficiência e reduz dependência de sinais invasivos.

A equipe mira avanços nas áreas centrais da tecnologia, buscando integrar BCI com IA, navegação autônoma e percepção inteligente. O objetivo é tornar robôs mais estáveis e úteis no cotidiano, com aplicações em saúde, reabilitação e assistência.

Os pesquisadores veem o cão robô como potencial auxílio para pessoas com deficiência, além de usos em cuidado de idosos, treinamento de reabilitação e companhia inteligente. A iniciativa oferece caminho para futuras interfaces cérebro‑computador.

Este texto foi originalmente publicado pela Agência Xinhua em 30 de março de 2026 e adaptado para publicação pelo Poder360.

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