- Estudo compara IMC com DXA em mais de 1.300 adultos (18 a 98 anos) e aponta que o IMC pode classificar errado a obesidade.
- Constatou que algumas pessoas classificadas como obesas pelo IMC não apresentam excesso de gordura real, enquanto outras com peso considerado normal pelo IMC têm alta gordura.
- Cerca de 34% das pessoas com obesidade pelo IMC foram reclassificadas como sobrepeso pela DXA, e mais da metade dos classificados como sobrepeso pelo IMC mudaram de indicação com a DXA.
- O trabalho recomenda combinar o IMC com outros métodos, como circunferência da cintura e, quando possível, DXA, para melhorar a identificação de riscos metabólicos.
- A pesquisa foi apresentada no Congresso Europeu sobre Obesidade (ECO 2026) e publicada na Nutrients; realizada com caucasianos da Itália, sugerindo necessidade de estudos em outras populações.
A pesquisa aponta que o índice de massa corporal (IMC) pode ter falhas relevantes na classificação de indivíduos, ao ignorar a gordura corporal real. O estudo compara o IMC com a técnica DXA, considerada padrão-ouro para medir gordura. Os resultados foram apresentados no ECO 2026 e publicados na Nutrients (Milanese et al., 2025).
Foram avaliados mais de 1.300 adultos entre 18 e 98 anos, com análises cruzadas entre IMC e DXA. O objetivo foi entender se o IMC, por ser simples, substitui ou mascara a real composição corporal.
Os achados mostram que pessoas obesas pelo IMC nem sempre têm excesso de gordura conforme a DXA. Em contrapartida, indivíduos com peso normal podem apresentar gordura elevada pela DXA. Em alguns casos, houve inversão na classificação nutricional.
Resultados-chave da comparação entre IMC e DXA
- Cerca de 34% das pessoas classificadas como obesas pelo IMC viram-se como sobrepeso pela DXA.
- Mais da metade dos classificados como sobrepeso pelo IMC mudaram de categoria na DXA.
- Mesmo no grupo de peso normal, divergências ocorreram em cerca de 20% dos casos.
Implicações para avaliação de saúde
A gordura corporal é central para a nova leitura do estado nutricional. O IMC não distingue gordura de massa muscular nem considera distribuição ou idade.
Especialistas ressaltam que depender apenas do IMC pode levar a diagnósticos imprecisos. Recomenda-se combinar medidas, como circunferência da cintura, relação cintura-estatura e, quando possível, DXA ou bioimpedância.
Embora o estudo tenha foco em adultos caucasianos na Itália, a possibilidade de padrões semelhantes em outras populações é citada. Novos estudos em diferentes etnias são necessários para confirmação.
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