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Sensor de ar de baixo custo será lançado no Acampamento Terra Livre

Sensor de baixo custo para medir a qualidade do ar será lançado no Acampamento Terra Livre, ampliando o monitoramento para comunidades tradicionais

São Paulo (SP), 13/09/2024 - Poluição e qualidade do ar ruim na cidade de São Paulo, vista desde o Rio Tietê. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
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  • Ipam e UFPA lançam sensor de baixo custo para medir a poluição do ar no Acampamento Terra Livre, em Brasília, nesta segunda-feira, seis de abril.
  • O equipamento deve ampliar o monitoramento da qualidade do ar, alcançando comunidades tradicionais, unidades de conservação e propriedades rurais, conforme a Política Nacional de Qualidade do Ar.
  • O primeiro lote, com sessenta sensores nacionais, será distribuído pela rede RedeAr, que envolve Ipam, Coiab, Conaq e CNS.
  • O objetivo é chegar a duzentos sensores instalados até o final do ano, com dados integrados entre diferentes modelos para melhorar a rede de monitoramento.
  • Dados do Ministério apontam que, em dois mil e vinte e quatro, houve 138 dias com ar nocivo na Região Amazônica; hoje são 570 estações de monitoramento no país, das quais apenas 12 ficam em Terras Indígenas.

Um sensor de baixo custo para medir a poluição do ar será lançado no Acampamento Terra Livre, em Brasília, nesta segunda-feira (6). O equipamento foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) em parceria com a UFPA. A iniciativa integra a Política Nacional de Qualidade do Ar.

Segundo o pesquisador do Ipam, Filipe Viegas Arruda, o sensor amplia o monitoramento para além das áreas urbanas e alcança comunidades tradicionais, unidades de conservação e propriedades rurais. O objetivo é tornar o monitoramento mais completo, atendendo à lei 14.850/2024.

Dados do Ministério do Meio Ambiente indicam que o país possui 570 estações de monitoramento, das quais apenas 12 ficam em Terras Indígenas. O Ipam pretende ampliar esse alcance com o lançamento no ATL.

RedeAr

O primeiro lote, com 60 sensores nacionais, será distribuído pela rede Conexão Povos da Floresta. Além do Ipam, participam Coiab, Conaq e CNS, reunindo entidades indígenas, quilombolas e de saúde.

A ideia é criar a RedeAr a partir de setembro para monitorar poluição, umidade e temperatura em comunidades tradicionais e áreas públicas da Amazônia Legal. Os dados serão integrados a índices de saúde respiratória da Sesai e do Telesaúde.

Um relatório técnico do Ipam aponta que, em 2024, extremos climáticos agravados por queimadas geraram 138 dias de ar nocivo na Região Amazônica. O Ipam frisa que não se pode assumir ar puro apenas por ser região indígena.

Tecnologia

O principal equipamento utilizado no Brasil hoje é importado, o que eleva custos e dificulta assistência técnica longe dos centros urbanos. O sensor criado pelo Ipam ganhou proteção interna contra insetos e poeira.

O modelo armazena dados localmente em caso de falha de internet e facilita a integração com outros modelos, fortalecendo redes de monitoramento. A expectativa é chegar a 200 sensores instalados até o fim do ano.

Arruda ressalta que a expansão da RedeAr pode apoiar programas de educação ambiental e políticas de prevenção a queimadas. O sensor nacional ficará exposto na tenda da Coiab, na programação do Abril Indígena do ATL, até 11 de abril.

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