- Estudo com 207 idosos com 60 anos ou mais, acompanhados por até dois anos, mostrou melhora da cognição global, das funções executivas, da fluência verbal e da segurança cognitiva, com benefício mantido por até 12 meses após a intervenção.
- O método Supera reúne exercícios de memória, raciocínio, atenção e coordenação motora em aulas presenciais, combinando treino mental com interação social e estímulos emocionais.
- Além do ganho cognitivo, houve redução de sintomas depressivos, melhoria na qualidade de vida e maior engajamento social entre os participantes.
- A estimulação cognitiva aumenta a reserva cognitiva, melhora foco e agilidade de raciocínio e fortalece a autonomia nas atividades diárias.
- Os benefícios são observados em idosos saudáveis; em quem tem doenças neurodegenerativas, a prática ajuda a preservar funções já mantidas, e as aulas em grupo ajudam a combater o isolamento.
O cérebro, assim como o corpo, pode ser exercitado para melhorar a qualidade de vida na terceira idade. Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, cresce a busca por envelhecimento com autonomia, bem-estar e saúde mental. A estimulação cognitiva ganha espaço nesse cenário.
O método Supera, programa brasileiro, combina memória, raciocínio, atenção e coordenação motora em aulas presenciais. Além do treino, há interação social e estímulos emocionais, fatores essenciais para a saúde do idoso. A abordagem tem respaldo científico recente.
Estudo recente do Hospital das Clínicas da USP acompanhou 207 pessoas com 60 anos ou mais por até dois anos. A pesquisa associou o método à melhora de cognição global, funções executivas, fluência verbal e segurança cognitiva. Esses ganhos permaneceram por até 12 meses.
Os resultados também mostraram impactos na autonomia para atividades diárias e na saúde emocional. Houve redução de sintomas depressivos, melhor qualidade de vida e maior engajamento social entre os participantes. Os efeitos refletem neuroplasticidade cerebral.
O estudo reforça que os benefícios aparecem em idosos saudáveis; em casos de neurodegeneração, a estimulação ajuda a manter funções já preservadas. Técnicas como ábaco, jogos, atividades em grupo e exercícios progressivos são utilizadas para estimular o cérebro.
O componente social das aulas é destacado. O convívio semanal reduz o isolamento, fator de risco para declínio cognitivo. Participantes relatam melhora do humor, autoestima e sensação de pertencimento.
A pesquisadora Patrícia Lessa, neuropsicopedagoga e diretora pedagógica do Supera, explica que a intervenção também atua na prevenção de quedas e na qualidade de vida. Ela ressalta a importância de integrar ciência, estímulo e socialização.
A combinação de prática regular com evidência científica reforça que o cérebro pode ser exercitado ao longo da vida. Iniciativas assim ganham relevância frente ao envelhecimento populacional e às transformações demográficas.
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