- Mulheres que tentam engravidar podem consumir café com moderação; a maioria dos estudos não mostra impacto relevante do consumo moderado sobre a fertilidade, desde que não haja excessos de cafeína.
- A recomendação é de até 200 mg de cafeína por dia, o que equivale a uma ou duas xícaras de café, lembrando que outras bebidas também contêm cafeína.
- Quem consome muito café pode reduzir a ingestão para facilitar a concepção; o café descafeinado é uma opção para manter o hábito sem exceder a cafeína.
- Durante tratamentos de fertilização, especialmente a FIV, o ideal é consumir menos de 100 mg por dia ou optar por café com baixo teor de cafeína.
- O excesso de cafeína está ligado a maior tempo para concepção e, em gestação, a maior risco de aborto espontâneo e baixo peso ao nascer; homens também devem moderar o consumo.
Para quem está tentando engravidar, o consumo moderado de café não precisa ser cortado, segundo especialistas. O restante da cafeína pode impactar a fertilidade se consumida em excesso, aumentando o tempo para a concepção e, durante a gestação, elevando riscos. As informações ajudam a esclarecer dúvidas comuns sobre hábitos diários.
Ginecologistas ressaltam que a maior parte das pesquisas não aponta efeito relevante do café moderado sobre a fertilidade. O cuidado principal é evitar exceder a quantidade diária de cafeína, principalmente para quem consome grandes volumes ao longo do dia.
Para quem busca concepção, a recomendação geral é manter a ingestão em até 200 mg por dia, equivalente a uma a duas xícaras de café. Consumir além disso pode estender o tempo para engravidar e aumentar o risco de perdas gestacionais.
Quantidade de cafeína segura por dia
A cafeína está presente em energéticos, refrigerantes e chás, o que pode levar ao consumo acima do indicado sem percepção. Uma lata de energético varia entre 80 mg e 200 mg; uma xícara de café coado tem 60 mg a 80 mg; uma Coca-Cola de 350 ml fica em torno de 30 a 40 mg.
Café descafeinado como alternativa
Opção válida para quem não quer abrir mão do ritual do café, porém quer reduzir a cafeína. O café descafeinado permite manter o sabor sem ultrapassar o limite diário recomendado.
Impactos da cafeína na fertilidade e na gravidez
Excesso de cafeína pode alterar regulação hormonal e a qualidade do óvulo, além de reduzir a mobilidade de espermatozoides em homens. Durante tratamentos como a fertilização in vitro, é comum orientar consumo inferior a 100 mg diários.
Estudos apontam que ingestão moderada, até 200 mg/dia, não aumenta significativamente o risco de aborto espontâneo. Contudo, doses acima de 300 mg/dia aparecem associadas a maior probabilidade de complicações gestacionais, como baixo peso ao nascer.
Dicas práticas para quem tenta engravidar
Reduzir doses em etapas pode ser mais viável que eliminar totalmente o café. Contar todas as fontes de cafeína ao longo do dia ajuda a manter o consumo dentro do limite seguro. Em contextos de fertilização assistida, a orientação é ainda mais cautelosa.
Entre na conversa da comunidade