- A nave Artemis II, da NASA, percorreu o lado oculto da Lua pela primeira vez em uma missão de cerca de dez dias com a cápsula Orion.
- A comunicação com a Terra ficou interrompida por aproximadamente quarenta minutos, enquanto a Lua bloqueava os sinais de rádio.
- Durante a aproximação máxima, cerca de vinte e um por cento do lado oculto ficou visível; a nave chegou a 406.777 quilômetros da Terra, superando a marca da Apollo 13.
- O astronauta Victor Glover compartilharam uma mensagem de fé com a Terra antes da queda de comunicação, destacando o amor de Jesus.
- A tripulação retomou o contato com a Terra às 20h24; a missão visa testar sistemas da Orion, sem pouso, ao redor da Lua.
Na noite de segunda-feira, 6, a espaçonave Orion, da NASA, realizou a trajetória mais solicitada da missão Artemis II: a passagem pelo lado oculto da Lua. A nave percorreu cerca de 40 minutos sem comunicação com a Terra, em função da geometria entre a Lua e a rede de rádios.
O episódio ocorreu durante a aproximação máxima com a Lua, quando os sinais de rádio ficam bloqueados pela curvatura lunar. A comunicação foi retomada às 20h24, após o passar do lado invisível. A rede de espaço profundo, com antenas na Califórnia, Austrália e Espanha, fica responsável pela conexão.
Durante o período de interrupção, o astronauta Victor Glover fez uma mensagem de fé para a Terra, destacando amor e fraternidade. O comentário foi feito pouco antes de a comunicação retornar, sem afetar a sequência da missão.
Artemis II: objetivos e contexto
A missão Artemis II, de Cabo Canaveral, na Flórida, envolve quatro astronautas a bordo da cápsula Orion, em uma jornada de cerca de 10 dias ao redor da Lua. O plano é contornar o satélite sem pousar, testando sistemas vitais como suporte à vida, navegação e comunicação.
Em relação aos números da missão, os quatro astronautas alcançaram uma distância de 406.777 quilômetros da Terra, ultrapassando a marca registrada pela Apollo 13 em 1970. Aproximadamente 21% do lado oculto da Lua ficou visível aos ocupantes da Orion.
A missão, que teve início com o lançamento no Centro Espacial Kennedy, cumpre etapas ineditas ao ver o lado lunar sem a visão direta da Terra e ao conduzir testes cruciais para futuras fases exploratórias. A imprensa acompanha os desdobramentos com foco técnico e seguro, sem especulações.
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