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Conservacionista encara missão impossível para reverter destino de Salonga

Conservacionista espanhol encara missão impossível: ampliar a proteção de Salonga e fomentar turismo sustentável nas comunidades vizinhas

Luis Arranz became the co-director of Salonga National Park in the DRC in 2022. Despite the size of the task, he comes across as undaunted. “I like difficult missions,” Arranz told Mongabay. Image courtesy of Luis Arranz.
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  • Luis Arranz, conservacionista espanhol próximo aos setenta anos, assume a missão “impossível” de mudar o destino do Parque Nacional Salonga, na República Democrática do Congo.
  • Salonga, com 36 mil quilômetros quadrados, é o maior parque de floresta tropical da África e fica em área remota, acessível principalmente por rio ou avião; a viagem de Kinshasa pode levar semanas.
  • O objetivo é começar aos poucos, oferecendo alternativas aos moradores locais — hoje estimados em cerca de 800 mil — que vivem da caça, para reduzir a pressão sobre a fauna.
  • Entre as opções propostas estão agricultura (cacau e café) e o desenvolvimento gradual do ecoturismo, já com infraestrutura inicial como pista de aterrissagem e um lodge em planejamento; há também trabalho de habituamento de bonobos.
  • A logística ainda é complexa: voos fretados são pouco confiáveis e, no futuro, Arranz busca aeronave própria para planejar o turismo, mantendo foco na proteção de espécies como bonobos, elefantes da selva e primatas.

Luis Arranz, conservacionista espanhol quase aos 70 anos, iniciou uma nova “missão impossível”: mudar o destino do Parque Nacional Salonga, na República Democrática do Congo. A declaração veio durante visita recente ao parque, conforme apuração da Mongabay.

Salonga abrange 36 mil km², a maior área de floresta tropical da África e um dos maiores parques do mundo, segundo a WWF. O acesso é remoto, com trajetos que podem exigir barco por semanas a partir de Kinshasa.

A missão de Arranz não se resume a proteção ambiental. O parque fica cercado por comunidades com oportunidades econômicas limitadas, onde a caça é uma das principais fontes de sustento. A ideia é oferecer alternativas sustentáveis, como agroflorestas e ecoturismo.

Contexto e desafio

Arranz já percorreu diversas áreas de conservação no Congo Basin, incluindo Garamba e Dzanga-Sangha. Em Salonga, 800 mil pessoas vivem nas proximidades, segundo o conservacionista. A pressão sobre a fauna, especialmente grandes mamíferos, é um dos principais desafios.

Estratégias em estudo

Entre as propostas estão cacao e café como culturas alternativas, além do desenvolvimento gradual do turismo sustentável. Atualmente não há visitas regulares ao parque, cuja infraestrutura é emergente. A montagem de acessos é vista como primeira etapa essencial.

Infraestrutura e logística

Acesso ao Salonga é majoritariamente por rio ou ar. Uma pista de aterrissagem já foi mobilizada com participação de comunidades locais, e há planos para um lodge e para a habituation de bonobos. Arranz afirma que a disponibilidade de transporte próprio é crucial para planejamento de turismo.

Perspectivas de longo prazo

Arranz assumiu a posição de co-diretor em 2022 e, após liderar Dzanga-Sangha por dois anos, passou a se dedicar integralmente ao Salonga no ano passado. Ele destaca que o parque é “dificíl” mas não impossível, mantendo o objetivo de mostrar resultados práticos antes de ampliar atuação. Fonte: Mongabay.

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