- Lontras marinhas dormem na água segurando-se umas às outras, formando uma “jangada” para não se separarem durante o sono.
- Esse comportamento ajuda a se proteger de predadores, conservar energia e manter-se aquecidas, já que a pelagem espessa retém ar próxima à pele.
- As jangadas costumam ser segregadas por gênero, mas grupos de lontras sem parentesco também se juntam; filhotes podem viajar na barriga da mãe ou enrolados em algas para não se perder.
- Quando descansam em terra, preferem rochas, recifes e ilhas para evitar predadores terrestres; as algas servem como âncora e proteção adicional.
- A espécie quase foi extinta no início da década de 1990, voltou a crescer graças à conservação, mas continua ameaçada por redes de pesca e derramamentos de óleo.
É verdade: as lontras marinhas dormem agarradas umas às outras. Elas formam uma espécie de jangada na água, com as patas entrelaçadas, para não se destinarem à deriva durante o sono. O comportamento protege contra predadores e ajuda a manter o grupo junto.
As lontras marinhas (Enhydra lutris) são as que repousam na água. Lontras de rio costumam dormir em terra. Dormindo em grupo, elas reduzem o risco de separação e conservam energia, já que passam cerca de 11 horas por dia entre descanso e sono.
Ao se unirem, as lontras criam a jangada, que funciona como tapete flutuante. O entrelaçar das patas mantém a posição do grupo mesmo durante cochilos, garantindo coesão e segurança contra predadores.
Formar jangadas traz vantagens: proteção contra predadores, economia de energia e aquecimento. Geralmente os grupos são segregados por gênero, mas não necessariamente familiares, incluindo lontras sem laços de parentesco.
Diferentemente de outras espécies, as lontras não possuem gordura corporal para isolamento térmico. A pelagem densa retém ar próximo à pele, proporcionando flutuabilidade e aquecimento. Pode ter até um milhão de fibras capilares por polegada.
Filhotes pequenos podem viajar na barriga da mãe. Quando é hora de caçar, mães enrolam os filhotes em algas para evitar que se percam. Adultos também podem usar algas como âncora para dormir, aquecer e não se afastar do grupo.
As algas formam bosques que ajudam a impedir a aproximação de tubarões, mantendo a jangada segura. Mesmo em grupos grandes, há sempre indivíduos em alerta. Algumas jangadas reúnem dezenas de lontras, outras podem ter mais de duas centenas.
A população de lontras marinhas quase foi dizimada no início dos anos 1990, com cerca de 2 mil indivíduos no mundo. A caça por peles foi a principal ameaça histórica. Hoje, a espécie é considerada ameaçada por redes de pesca e vazamentos de óleo.
Conservação e monitoramento permanecem necessários para a espécie. Medidas ambientais e políticas de proteção ajudam a reduzir riscos, mas as lontras ainda enfrentam perigos decorrentes de atividades humanas.
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