- O degelo do permafrost, solo congelado há milhares de anos, pode deixar o terreno ártico mais permeável, especialmente no Alasca e na Sibéria.
- Pesquisadores da Universidade de Leeds apontam que o solo descongelado pode ficar até cem vezes mais permeável, aumentando a liberação de gases de efeito estufa.
- Estima-se que existam cerca de 1,7 trilhão de toneladas de carbono presos no permafrost, três vezes mais do que a quantidade atual na atmosfera.
- Com o aquecimento, esse carbono se decompõe e libera dióxido de carbono e metano, acelerando o aquecimento global.
- A faixa crítica para o degelo é entre cinco graus negativo e um grau, quando o gelo vira água e surgem canais no solo, potencializando a saída de gases.
O degelo do permafrost pode alterar de modo profundo a geografia do Ártico. Pesquisadores apontam que o solo congelado há milhares de anos pode tornar-se até 100 vezes mais permeável conforme descongela, especialmente em áreas do Alasca e da Sibéria.
O estudo é conduzido por equipe da University of Leeds, no Reino Unido. Os especialistas estimam que o permafrost contenha cerca de 1,7 trilhão de toneladas de carbono, trilhões de toneladas a mais do que há na atmosfera hoje.
Com o aumento das temperaturas, esse carbono tende a decompor-se, liberando dióxido de carbono e metano. A liberação desses gases pode acelerar o aquecimento global, elevando o risco de efeitos em cadeia no ecossistema ártico e no clima global.
Os pesquisadores identificaram uma faixa crítica entre aproximadamente -5 °C e -1 °C, na qual o gelo transforma-se em água e cria canais no solo. Nessa faixa, a liberação de gases pode tornar-se mais eficiente, aumentando o potencial de feedback positivo ao aquecer o planeta.
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