- Um estudo de Pierre‑Luc Dallaire‑Demers e a equipe da BTQ Technologies afirma que quebrar a mineração do Bitcoin com computação quântica exigiria energia próxima à de uma estrela.
- O ataque utiliza o algoritmo de Grover para acelerar tentativas de resolver o problema matemático que valida novos blocos na rede.
- Na prática, é inviável: para reagir dentro da janela de aproximadamente dez minutos entre blocos, seria preciso operar uma frota gigantesca de máquinas quânticas em paralelo.
- A estimativa, em janeiro de 2025, aponta necessidade de cerca de 10²³ qubits e 10²⁵ watts, perto da produção energética de uma estrela, enquanto a rede atual consome cerca de 15 gigawatts.
- O estudo ressalta que a ameaça é teórica; a centralização da mineração também aumenta o risco de um ataque de 51% se alguém dominar a maior parte da força da rede.
Um estudo conduzido por Pierre-Luc Dallaire-Demers, em parceria com a BTQ Technologies, divulgado em março, aponta que quebrar o Bitcoin com computação quântica exigiria energia equivalente a uma pequena estrela. O trabalho analisa o impacto do algoritmo de Grover na mineração.
Segundo os autores, o algoritmo poderia acelerar tentativas de resolver o problema matemático que valida blocos, mas atacar o SHA-256 seria inviável na prática pela breve janela de geração de cada bloco.
Para isso, seria necessário um hardware quântico com cerca de 10^23 qubits, consumindo aproximadamente 10^25 watts, próximo a 3% da energia solar. Hoje, a rede Bitcoin consome cerca de 15 gigawatts.
Implicações e cenário atual
Os pesquisadores destacam que a ameaça é teórica, dada a dificuldade de viabilizar tal hardware hoje. A centralização da mineração aumenta o risco de um ataque de 51%.
Um ataque desse tipo permitiria reescrever parte do histórico da blockchain e atrasar confirmações, segundo o estudo, o que poderia comprometer a confiança no sistema.
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