- Na China, o assistente de IA OpenClaw, conhecido como “lagosta”, gerou frenesi desde março, com usuários treinando a ferramenta de acordo com suas necessidades.
- O código é de domínio público e permite personalizações para modelos chineses de IA, já que modelos ocidentais não são acessíveis no país.
- Usuários diversos, de estudantes a aposentados, utilizam a lagosta para tarefas como gestão de lojas no TikTok, chegando a listar duzentas itens em apenas dois minutos em fase de testes.
- O governo chinês oferece incentivos para uso do OpenClaw, com cidades como Wuxi disponibilizando até cinco milhões de yuans; preocupação com custos e segurança levou a alertas sobre uso inadequado.
- Apesar do entusiasmo, autoridades têm restringido o uso institucional e as empresas têm adotado a IA de formas variadas, mantendo o ritmo de investimento e desenvolvimento no setor.
O fenômeno da IA na China ganhou impulso com o OpenClaw, ferramenta de IA construída a partir de dados públicos. Popular entre usuários chineses, ele é conhecido localmente como a “lagosta”.
Desenvolvido pelo austríaco Peter Steinberger, o OpenClaw permite personalização para modelos de IA chineses. Enquanto modelos ocidentais são restritos na China, a plataforma cresce por meio de código aberto.
O interesse atingiu várias cidades, com filas se formando em hubs de tecnologia de Shenzhen e Pequim, onde empresas como Tencent e Baidu disponibilizaram versões personalizadas.
No âmbito governamental, cidades como Wuxi ofereceram incentivos de até 5 milhões de yuans para aplicações do OpenClaw em robótica e produção, como parte da estratégia AI Plus.
Profissionais, estudantes e aposentados passaram a explorar a ferramenta, que simula tarefas como gestão de catálogos, automação de descrições e comparação de preços. O ritmo chegou a surpreender.
Especialistas destacam que o entusiasmo inicial convive com preocupações de segurança e com custos de uso, levando órgãos de cibersegurança a alertarem sobre riscos e a restringirem instalações.
Entre na conversa da comunidade