- A Anthropic vai disponibilizar o Mythos, um modelo de IA, para uso restrito por grandes empresas de defesa cibernética, visando encontrar bugs e testar técnicas de hacking em seus produtos.
- Empresas como Amazon, Apple, Google, Microsoft, Cisco, JPMorgan Chase, Nvidia, Broadcom, Linux Foundation, CrowdStrike e Palo Alto Networks terão acesso para fins de defesa cibernética.
- O Mythos, também conhecido como Claude Mythos Preview, não terá lançamento público devido aos riscos de uso indevido por criminosos e espiões.
- Especialistas alertam que a IA pode identificar vulnerabilidades em velocidade e escala superiores às humanas, provocando mudanças nos mecanismos de segurança e exigindo salvaguardas rígidas.
- A Anthropic afirma que Mythos identificou milhares de fragilidades de software recentemente; a CNN não verificou esse número; a empresa oferece apoio para testes e avaliações governamentais.
A Anthropic anunciou a disponibilização de um novo modelo de Inteligência Artificial, o Mythos, para uso restrito por grandes empresas de cibersegurança e software. A expectativa é desacelerar a corrida armamentista tecnológica entre defensores e hackers. A divulgação ocorreu nesta terça-feira.
O Mythos, também conhecido como Claude Mythos Preview, não será lançado publicamente. A Anthropic argumenta que o uso indevido por cibercriminosos e espiões é uma preocupação relevante, especialmente em Washington e no Vale do Silício. O modelo pode identificar falhas e testar técnicas de invasão.
Amazon, Apple, Cisco, Google, JPMorgan Chase e Microsoft integram a lista de organizações com acesso confirmado, para fins de defesa cibernética. Fabricantes de chips, laboratórios e organizações de segurança também participarão do programa, segundo a empresa.
Participantes e objetivos
Entre os participantes, constam Broadcom, Nvidia, Linux Foundation, CrowdStrike e Palo Alto Networks. A Anthropic afirma que a liberação seletiva busca equalizar o jogo, corrigindo vulnerabilidades de softwares amplamente utilizados antes de lançamentos públicos.
Especialistas indicam que a velocidade e a escala de IA para detectar falhas superam capacidades humanas comuns, o que representa uma mudança expressiva nos mecanismos de segurança. Um operador pode mapear fraquezas com alta rapidez.
Contexto e perspectivas
A empresa informou que já comunicou autoridades federais dos EUA sobre as capacidades do Mythos, tanto ofensivas quanto defensivas. A expectativa é que a ferramenta ajude a prevenir falhas críticas em navegadores e sistemas operacionais de grande alcance.
Um relatório interno anterior sugeria que modelos assim poderiam ampliar a distância entre defensores e atacantes, caso cheguem a uso mais amplo. Especialistas destacam que, apesar das ressalvas, a IA já é usada para gerar correções de falhas por defensores.
Desfecho esperado
A Anthropic ressalta que resultados recentes do Mythos foram significativos, com identificação de milhares de vulnerabilidades em semanas, número ainda não verificado de forma independente. A empresa enfatiza a necessidade de salvaguardas robustas antes de uso generalizado.
Pesquisadores de segurança lembram que ferramentas de IA já ajudam a mitigar fraudes, mas reconhecem que capacidades de ataque também estão disponíveis para atacantes. A defesa cibernética precisa acompanhar o ritmo de evolução tecnológica.
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