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Arqueólogos identificam indícios de batismos perto do Mar da Galileia

Artefato de mármore com três cavidades em Hippos sugere ritos de batismo por imersão tripla no início da Igreja; catedral teria dois fotisteria, caso único

Arqueólogos encontram indícios de batismos próximo ao Mar da Galileia
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  • Arqueólogos próximos ao Mar da Galileia encontraram um artefato cristão de cerca de 1.400 anos em Hippos (Sussita), próximo a uma pia batismal.
  • O objeto é um bloco de mármore com três cavidades hemisféricas, localizado no fosisterion da catedral de Hippos, que pode ter sido usado para armazenar óleos em rituais de batismo por imersão tripla.
  • A catedral, construída após o ano 591 d.C. e destruída por um terremoto em 749 d.C., teve os escombros preservando materiais ao longo dos séculos.
  • Os pesquisadores destacam que o espaço batismal ao sul foi acrescentado por volta de 590 ou 591 d.C. e que Hippos possui dois fotistéria, o que aponta para práticas litúrgicas específicas da igreja primitiva.
  • O estudo, assinado por Michael Eisenberg e Arleta Kowalewska, foi publicado na Palestine Exploration Quarterly e também cita outros objetos litúrgicos encontrados na área, como um candelabro de bronze e um relicário de mármore.

Arqueólogos que atuam próximo ao Mar da Galileia identificaram um artefato cristão datado de cerca de 1.400 anos na região de Hippos, também conhecida como Sussita. A peça pode indicar práticas de batismo dos primórdios da Igreja.

O objeto foi encontrado junto a uma pia batismal, em um salão cerimonial da antiga catedral de Hippos, construída após 591 d.C. e destruída por um terremoto em 749 d.C. Descrita como um bloco retangular com três cavidades, a peça foi localizada no fosisterion, espaço usado em cerimônias infantis.

A análise indica ausência de artefatos idênticos previamente identificados. Especialistas sugerem que o bloco pode ter servido para armazenar óleos usados em batismos por imersão tripla, prática associada ao cristianismo primitivo.

O desabamento causado pelo terremoto favoreceu a preservação dos materiais, segundo os pesquisadores. Os escombros teriam protegido mármore e bronze ao longo dos séculos, até a escavação atual.

A equipe, formada pelo arqueólogo Michael Eisenberg, da Universidade de Haifa, e pela pesquisadora Arleta Kowalewska, publicou os resultados na Palestine Exploration Quarterly. Outros itens litúrgicos foram encontrados, como um candelabro de bronze e um relicário de mármore.

Segundo os pesquisadores, o achado pode esclarecer os ritos de batismo na catedral de Hippos. O local abriga dois espaços batismais, o que é considerado incomum para o período.

A equipe sustenta que o espaço ao sul foi acrescentado por volta de 590–591 d.C. A descoberta, com utensílios preservados, pode ampliar o entendimento das práticas cristãs no período bizantino.

As escavações em Sussita ocorrem há mais de duas décadas. Projetos de Eisenberg e Kowalewska já renderam outras descobertas relevantes sobre o contexto histórico e religioso da época, segundo reportou o The Christian Post.

No ano anterior, os pesquisadores anunciaram a identificação de moedas de ouro do período bizantino, acompanhadas de joias, pedras semipreciosas, pérolas e vestígios de uma bolsa.

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