- Cientistas realizaram transplante de mitocôndrias saudáveis encapsuladas em membrana de eritrócito em camundongos com modelo da doença de Parkinson.
- As mitocôndrias encapsuladas não foram destruídas, apresentando resultados promissores conforme estudo publicado na revista Cell.
- A técnica utiliza cápsula formada pela membrana de células vermelhas do sangue para proteger as mitocôndrias durante a entrega ao organismo.
- As mitocôndrias, que produzem energia para as células, podem ter mutações associadas a distúrbios que afetam cérebro, músculos e coração.
- O estudo aponta o potencial dessa cápsula como tratamento para distúrbios mitocondriais e propõe uma estratégia de “terapia com organelas” na medicina regenerativa.
O transplante de mitocôndrias saudáveis foi realizado em camundongos anteriormente expostos a modelo da doença de Parkinson. As mitocôndrias foram encapsuladas em uma membrana de eritrócito e injetadas nos animais.
A pesquisa foi conduzida com apoio da USP, no Centro de Estudos sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL). O estudo foi publicado na revista Cell, destacando a abordagem como potencial terapia com organelas.
No protocolo, as mitocôndrias encapsuladas permaneceram protegidas da destruição celular, facilitando a entrega para as células afetadas. A técnica representa uma inovação na entrega de organelas aos tecidos.
A principal conclusão aponta para o potencial dessa cápsula como tratamento de distúrbios mitocondriais. Os resultados sugerem caminhos para avanços na medicina regenerativa por meio de terapias com organelas.
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