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Artemis II: momento crítico depende do escudo térmico

A reentrada da Artemis II representa o estágio mais delicado, com o escudo térmico sob monitoramento diante de danos da Artemis I e risco de falha

No quinto dia da missão Artemis I, uma câmera na ponta de um dos painéis solares da Orion captura a espaçonave com a Lua ao fundo, em novembro de 2022
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  • A reentrada da Artemis II é vista como a etapa mais complexa da missão, com a Orion mergulhando na atmosfera terrestre a cerca de 25.000 milhas por hora e atingindo temperaturas altas; o objetivo é proteger a tripulação durante a volta.
  • O escudo térmico da cápsula é quase idêntico ao utilizado na Artemis I, que apresentou marcas de impacto e rachaduras, levantando questões sobre o material Avcoat.
  • A NASA mudou a trajetória de reentrada para reduzir o aquecimento extremo, aumentando as chances de retorno seguro mesmo com um desempenho não ideal do escudo.
  • A tripulação — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen — conta com planos de contingência e com mudanças na estratégia de reentrada para aumentar a segurança.
  • Após o retorno, a NASA deverá avaliar o desempenho do escudo térmico; para Artemis III, estão previstas melhorias no escudo para reduzir riscos de rachaduras.

O momento mais crítico da Artemis II pode ser a reentrada na Terra, prevista para ocorrer após a missão lunar tripulada. A nave Orion envolve de perto o escudo térmico, peça essencial para suportar o calor extremo durante o retorno, quando a cápsula entra na atmosfera a cerca de 40 mil km/h. Se houver falha no escudo, a tripulação não tem mecanismo de escape.

Os astronautas a bordo são Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense. A equipe já enfrentou riscos na preparação e durante o período de voo, incluindo a decolagem em 1º de abril e o trajeto rumo à Lua. A reentrada, porém, é considerada a etapa mais desafiadora da missão.

A NASA investiga o impacto histórico do design do escudo Avcoat, utilizado na Artemis I e adotado na Artemis II com modificações. Em Artemis I, o escudo apresentou marcas de impacto e rachaduras, o que levou a ajustes na estratégia de reentrada para evitar falhas graves. A agência afirma que a Orion da Artemis II está preparada para retornar com o escudo sob monitoramento constante.

O desafio do escudo térmico

A reentrada exige tolerar aquecimento extremo, com temperaturas que podem atingir milhares de graus no exterior da cápsula. Cientistas da NASA destacam que, mesmo com eventuais defeitos, o caminho de reentrada alterado para Artemis II visa reduzir o risco de danos graves ao escudo.

A equipe de missão planeja confirmar o desempenho do escudo logo após o retorno, com fotografias do fundo da cápsula feitas por mergulhadores após o mergulho no oceano próximo à Califórnia. Esses dados serão usados para avaliar a integridade do componente.

Diferentes posições e críticas

Ex-funcionários da NASA expressaram ceticismo quanto à decisão de voar com um escudo potencialmente defeituoso, citando lições de missões anteriores. A agência sustenta que as mudanças de trajetória melhoram a segurança, enquanto mantém que o escudo térmico é confiável para o retorno.

Funcionários da NASA ressaltaram que a segurança continua sendo prioridade e que o planejamento inclui avaliações contínuas após o retorno. A estratégia para Artemis III deverá incluir materiais atualizados no escudo térmico, visando reduzir o risco de rachaduras futuras.

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