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Criança engasga com pipoca que fica no pulmão e é descoberta dois meses depois

Após dois meses com diagnóstico errado, pipoca ficou no pulmão da bebê; broncoscopia remove o objeto em Belo Horizonte

Criança engasga com pipoca, que parou no pulmão, e família só descobre dois meses depois, em MG
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  • No dia 22 de novembro, Júlia, de 1 ano e 9 meses, engasgou com uma pipoca que ficou no pulmão esquerdo.
  • A mãe foi informada inicialmente de bronquite após dois meses de tratamento, sem melhora.
  • Ao procurar uma pneumopediatra, a médica relacionou o quadro ao objeto inalado e pediu novo raio‑x, que mostrou alteração no pulmão.
  • Foi realizada broncoscopia para confirmar o diagnóstico e remover a pipoca; a família viajou mais de 200 quilômetros até Belo Horizonte; o procedimento ocorreu pela manhã e Júlia recebeu alta no mesmo dia.
  • Após a retirada, permaneceu tecido de granulação nos brônquios; há acompanhamento para avaliar evolução e a possibilidade de cirurgia se não houver melhoria.

Vaniza Ferreira Campos, 44, revelou à CRESCER que a filha Júlia, de 1 ano e 9 meses, engasgou com uma pipoca que acabou no pulmão. O episódio ocorreu no dia 22 de novembro, em Vargem Alegre, interior de Minas Gerais. A menina não teve tosse imediata, mas apresentou chiado no pulmão à noite.

Após mais de dois meses de tratamento para bronquite, a mãe não ficou convencida de que o diagnóstico era correto. Ela relatou que o chiado era diferente do quadro habitual da irmã mais velha, que tem bronquite. A insistência levou a novos exames.

Uma pneumopediatra foi procurada pela família. Durante a consulta, a médica associou o quadro ao engasgo com pipoca, detectando alterações na ausculta do pulmão esquerdo. Novo raio-x indicou a presença de corpo estranho, levando à indicação de broncoscopia para remoção.

O procedimento ocorreu pela manhã em Belo Horizonte, após viagem de cerca de 200 quilômetros. Júlia recebeu alta no mesmo dia, mas segue em acompanhamento médico. Persiste tecido de granulação nos brônquios, o que pode exigir avaliação cirúrgica se não houver melhoria.

Segundo a médica, a retirada foi bem-sucedida, porém o caso serve como alerta. A mãe afirmou que pretende orientar outras famílias sobre os riscos de alimentos inadequados para crianças pequenas. O relato ganhou ampla circulação nas redes sociais, gerando debates sobre sinais persistentes.

Direito à prevenção e orientação

O pediatra Albin Eugenio Augustin destaca que crianças de 0 a 3 anos estão mais sujeitas a aspiração de corpo estranho, principalmente com alimentos duros como pipoca. Ele orienta evitar esse tipo de alimento antes dos 3 anos e supervisão permanente durante as refeições.

Ainda segundo o especialista, a aspiração é a principal causa de mortes em acidentes domésticos entre menores de 6 anos, com 5% das fatalidades nessa faixa etária relacionadas a esse tipo de evento. Tosse persistente ou infecções pulmonares repetidas podem exigir avaliação de manejo de aspiração.

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