- Estudo de dois mil e vinte e cinco sugere que a deficiência de vitamina D pode piorar varizes, ao influenciar a proteção das veias e a saúde celular.
- A pesquisa testou a forma biologicamente ativa da vitamina em veias e verificou redução do estresse oxidativo e queda dos níveis de ROS.
- Também houve aumento de enzimas protetoras, como eNOS e nNOS, e redução da atividade de iNOS, ligada à inflamação.
- Indivíduos com obesidade apresentaram níveis mais baixos da vitamina, o que pode agravar a condição.
- Conclusão: a vitamina pode atuar como estratégia complementar no cuidado das veias, mas são necessários mais estudos clínicos, definição de doses e avaliação de efeitos a longo prazo.
A vitamina essencial estuda o papel da vitamina D na saúde das veias. Em estudo publicado em 2025, pesquisadores analisaram como a forma ativa dessa vitamina atua em tecidos venosos com danos, buscando entender vínculos com varizes e doença venosa crônica.
A pesquisa, liderada por Sonia Rațiu e colaboradores, avaliou amostras de veias tratadas com a forma ativa da vitamina. O foco foi entender se esse nutriente pode proteger as veias e reduzir danos celulares associados à condição.
A doença venosa crônica envolve inflamação e estresse oxidativo, com excesso de espécies reativas de oxigênio. O quadro pode levar ao enfraquecimento das paredes venosas, piora da circulação e progressão das varizes.
Entre os achados, houve redução significativa do estresse oxidativo, queda dos níveis de ROS e aumento de enzimas protetoras como eNOS e nNOS. Também houve menor atividade de iNOS, associada à inflamação.
Os resultados sugerem que a vitamina D não atua apenas como antioxidante direto, mas também por meio de receptores específicos nas células venosas. Isso indica regulação genética e ativação de mecanismos de defesa internos.
Para quem tem varizes, a vitamina pode representar uma estratégia complementar de cuidado. Potenciais benefícios incluem melhoria da função vascular, redução da inflamação e proteção celular, além de possível apoio em contextos cirúrgicos.
Embora promissor, o estudo é inicial e realizado em ambiente controlado. São necessários estudos clínicos em larga escala, definição de doses ideais e avaliação de efeitos a longo prazo antes de indicar uso clínico generalizado.
A pesquisa reforça o papel da vitamina D na saúde vascular, ampliando o conhecimento sobre funções além daquelas já estabelecidas.
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