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Por que a NASA enviou chips de órgãos da Artemis 2 ao espaço

Chips de órgãos dos astronautas da Artemis 2, avatares, seguem no espaço para mapear impactos da radiação e da saúde, preparando missões mais longas

Dados coletados incluirão amostras de sangue, urina e saliva dos astronautas
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  • A NASA enviou avatares — chips de órgãos — de quatro astronautas da Artemis 2 para o espaço, para monitorar como o ambiente espacial afeta a saúde humana.
  • Os avatares são feitos com tecido de medula óssea de células doadas pelos próprios tripulantes e ajudam a simular mudanças fisiológicas durante a missão.
  • A equipe coleta dados de saúde física e mental, além de amostras de saliva, para entender respostas imunes e possíveis efeitos da radiação em missões longas.
  • O objetivo é desenvolver estratégias personalizadas de suporte à saúde, visando futuras viagens, como à Lua e a Marte, com maior duração.
  • Os experimentos integram o estudo Spaceflight Standard Measures, buscando entender impactos do espaço profundo antes de missões prolongadas fora da órbita Terrestre.

A NASA enviou chips de órgãos — avatares — de quatro astronautas da missão Artemis 2 ao espaço. O objetivo é monitorar como o ambiente espacial afeta a saúde humana durante voos mais longos, incluindo possíveis missões à Lua e a Marte. Os avatares ajudam a simular mudanças fisiológicas durante a missão.

Os participantes são Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense. Os chips, do tamanho de um USB, foram incubados em mini recipientes a bordo, antes do lançamento, para acompanhar a evolução do corpo no espaço profundo.

A coleta de dados envolve saúde mental, física e biomarcadores, com uso de monitores de pulso, amostras de saliva e análises de imunidade. Os resultados devem embasar estratégias de saúde para futuras missões de longa duração.

Avatar: a simulação de órgãos no espaço

O estudo Avatar (A Virtual Astronaut Tissue Analog Response) permite observar como tecidos da medula óssea reagem ao ambiente espacial. Cientistas buscam entender as respostas imunológicas durante viagens além da órbita terrestre.

Com base nesses dados, a equipe pretende desenvolver tratamentos personalizados que facilitem missões mais longas, incluindo operações em Marte. A diretora da Divisão de Ciências Biológicas e Físicas da NASA ressaltou que o formato traz novidades inéditas.

A experiência também pretende indicar quando e como adaptar tratamentos médicos para cada astronauta, de modo a prevenir problemas de saúde antes que ocorram. A ideia é permitir que as equipes se preparem para alongar permanências no espaço.

Monitoramento contínuo da tripulação

Além dos avatares, a Artemis 2 coleta informações por meio de sensores de radiação, monitoramento do sono, testes cognitivos e avaliações físicas. O conjunto de dados pode orientar apoio à tripulação em voos de longa duração.

Os astronautas executam atividades diárias dentro da cápsula Orion, com espaço menor que a Estação Espacial Internacional. A missão também acompanha a resposta do grupo a situações de estresse e à convivência em confinamento.

Ao retornar à Terra, a tripulação passará por novas avaliações para medir movimentos, equilíbrio e visão. Sensores de radiação embarcados complementam a avaliação dos impactos da radiação espacial.

Perspectivas para futuras missões

A NASA busca consolidar o uso de avatares para futuras jornadas no espaço profundo. O objetivo é garantir que os astronautas possam viajar e retornar com maior segurança e saúde, mesmo em ambientes mais desafiadores que os de Artemis 2.

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