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Cantareira pode retornar ao nível de alerta, aponta órgão

Cemaden aponta risco de nova queda nos reservatórios do Cantareira com a estação seca; março fecha com 44% da capacidade e possibilidade de 26% até setembro

Represa do Rio Jaguari, que compõem o Sistema Cantareira, o principal responsável pelo abastecimento de água da capital paulista e da região metropolitana
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  • O Cemaden indica que o Cantareira pode voltar ao nível de alerta, mesmo com recuperação recente.
  • Em março, os reservatórios estavam em cerca de 44% da capacidade, ainda abaixo de 58% no mesmo período de 2025.
  • A melhora não rearranja o quadro estrutural: o volume perdido no último ano ainda não foi recomposto.
  • Projeções do Cemaden apontam que, se as chuvas não aumentarem, o Cantareira pode recuar para cerca de 35% até setembro, elevando o risco de alerta.
  • Em cenários mais secos, o volume útil pode ficar em torno de 26% no fim de setembro, mantendo vulnerabilidade durante a estação seca.

O Sistema Cantareira voltou a entrar em alerta hídrico após registrar pouco mais de 44% de sua capacidade no fim de março. A recuperação veio das chuvas do final do verão, mas o nível permanece bem abaixo do observado no mesmo período de 2025, quando chegava perto de 58%.

A situação não representa uma reversão do quadro. Entre o fim de 2025 e o início de 2026, o Cantareira atingiu patamares próximos aos mais baixos desde a crise hídrica de 2014–2016, refletindo chuvas abaixo do esperado e uso constante da água armazenada.

O comportamento dos rios que abastecem os reservatórios também sustenta a leitura de fragilidade. Mesmo com chuvas perto da média, a reposição de água continua lenta nesta época do ano, indicando um ciclo hidrológico mais comprometido nos últimos meses.

Projeções e cenário

Segundo o Cemaden, se o regime de chuvas se manter dentro da média, o Cantareira pode enfrentar o início do inverno com oscilações limitadas. No entanto, a tendência de queda pode levar os níveis para cerca de 35% até setembro, mantendo o sistema na faixa de alerta.

Em cenários mais secos, a situação pode piorar, com volume útil ao redor de 26% no fim de setembro, caso as chuvas fiquem 25% abaixo da média histórica. O funcionamento do sistema agrava a recuperação durante o período seco, com demanda ainda elevada.

A melhora recente reduziu o risco imediato, mas não altera o quadro estrutural. A segurança hídrica da região depende de uma estação chuvosa mais consistente. Enquanto não ocorrer, o Cantareira permanece vulnerável a desvios climáticos.

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