- Pesquisadores brasileiros reprogramam células da pele de pacientes com Parkinson em neurônios humanos em laboratório para criar modelos da doença.
- O método envolve transformar células da pele em células-tronco e, depois, em neurônios, mantendo o perfil genético do paciente.
- Os modelos permitem observar, em nível molecular, como mutações específicas, como as associadas ao gene LRRK2 (PARK8), afetam o funcionamento e a sobrevivência dos neurônios.
- Com esses neurônios, é possível comparar diferentes formas de Parkinson e identificar padrões entre as síndromes parkinsonianas, visando tratamentos mais direcionados.
- Os pesquisadores integram redes internacionais de pesquisa para analisar dados genéticos e clínicos, ampliando o entendimento global sobre Parkinson e outras síndromes.
O que acontece: pesquisadores brasileiros estão reconstruindo neurônios em laboratório a partir de células da pele de pacientes com Parkinson, com o objetivo de entender por que essas células morrem ao longo da doença. O estudo utiliza técnicas de reprogramação celular para gerar células-tronco e, depois, neurônios humanos.
Quem está envolvido: a neurologista Patrícia de Carvalho Aguiar, do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, coordena as experiências. A equipe investiga o funcionamento dos neurônios afetados pelo Parkinson em modelos criados a partir do próprio perfil genético dos pacientes.
Quando e onde ocorre: as experiências acontecem no laboratório do Instituto Einstein, em São Paulo, em ambiente controlado. O projeto faz parte de iniciativas internacionais para mapear a neurodegeneração associada à doença.
Por que é importante: a estratégia permite observar, em nível molecular, as mutações genéticas que influenciam o Parkinson, como as associadas ao gene LRRK2. Dessa forma, é possível entender vias celulares envolvidas e comparar diferentes formas da doença.
Técnica de reprogramação e modelo celular
A partir de células da pele, os pesquisadores reprogramam-nas para retornar a um estado semelhante ao de células-tronco. Em seguida, direcionam esse processo para gerar neurônios humanos, especialmente os mais afetados pela doença, criando modelos observáveis em laboratório.
Assim, o modelo reproduz aspectos da neurodegeneração com base no perfil genético do paciente, permitindo acompanhar a evolução dos neurônios ao longo do tempo. A abordagem facilita a identificação de vias de metabolismo e acúmulo de proteínas.
Impacto e colaboração internacional
Os neurônios criados ajudam a mapear padrões e diferenças entre as formas de Parkinson, contribuindo para estratégias terapêuticas mais direcionadas. Patrícia Aguiar participa de redes globais que comparam dados genéticos e clínicos para ampliar o entendimento mundial do Parkinson.
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