- Alba Tainná, 30 anos, está em tratamento de leucemia e no segundo ciclo de quimioterapia.
- Os sintomas iniciais foram azia atribuída à ansiedade; gânglios no pescoço surgiram e houve atraso na investigação adequada.
- Exames de sangue revelaram leucemia bifenotípica, segundo a hematologista Silvia Loss.
- Ela ficou 23 dias internada, passou por quimioterapia e recebe apoio de psiquiatra e psicólogo, além de manter fé como suporte.
- Atualmente, realiza testes de compatibilidade para transplante de medula óssea com as irmãs.
A empreendedora Alba Tainná, 30 anos, de Porto de Galinhas (PE), está em tratamento de leucemia. O alerta é para investigar sintomas persistentes que costumam ser atribuídos a questões emocionais, mas podem indicar doença grave.
Tainná começou com azia, associada à perda da avó em janeiro. Ao buscar atendimento, recebeu tratamento para desconforto gástrico e foi liberada. Dias depois, a dor aumentou e a pressão disparou, sem investigação adequada à época.
A paciente relata inchaço no glúteo após uma injeção de escopolamina e o aparecimento de gânglios no pescoço. Mesmo com esses sinais, exames de sangue não foram pedidos de imediato, e as causas emocionais foram apontadas como prováveis.
A luta pelo diagnóstico correto
Ao consultar diferentes especialistas, a dor intensa a levou de volta à emergência, com dificuldade para engolir água. Gânglios continuaram a crescer e a dor estomacal persistia, o que levou à suspensão de outras hipóteses.
O gastroenterologista insistiu na hipótese de ansiedade; o cardiologista identificou que as queixas não se relacionavam entre si. Mesmo assim, exames de sangue não foram solicitados de imediato, retardando o diagnóstico. A tireoide foi descartada.
Depois de desmaios e novos atendimentos, foi requisitado o primeiro exame de sangue. O resultado confirmou a leucemia bifenotípica, um tipo raro da leucemia aguda, segundo a hematologista Silvia Loss, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
O que é Leucemia bifenotípica
Segundo a médica, a doença envolve células da medula que não se diferenciam corretamente, apresentando características de duas linhagens. Os sintomas incluem cansaço, infecções, sangramentos, dor no corpo e perda de peso.
Tainná recebeu 23 dias de internação para exames e quimioterapia. A paciente relata desafio mental, lidando com pensamentos intrusivos e dor física, buscando apoio com psiquiatra e psicólogo.
O tratamento e o futuro
Além da quimioterapia, Alba participa de testes de compatibilidade para transplante de medula óssea com as irmãs. A jovem ressalta que mantém um estilo de vida saudável, o que, segundo ela, ajuda no manejo emocional durante o tratamento.
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