- Apollo 17, de 19 de dezembro de 1972, marcou o fim das missões tripuladas à Lua, com Eugene Cernan passando mais de 566 horas no espaço e mais de 73 horas na superfície lunar; ao todo, 12 astronautas caminharam na Lua entre 1969 e 1972.
- Artemis II, lançada em 1º de abril de 2026, fará um sobrevoo da Lua a bordo da cápsula Orion, com quatro astronautas.
- O intervalo de mais de cinco décadas não foi apenas técnico, mas fortemente influenciado por política, financiamento e apoio global instável aos programas espaciais.
- O programa Apollo terminou em 1972 não por fracasso, mas por cumprir a missão, enquanto o foco dos EUA migrou para o ônibus espacial, criado para operações na órbita terrestre baixa.
- Artemis busca sustentabilidade com parcerias comerciais e cooperação internacional, sob os Acordos Artemis, mas continua caro e sujeito a mudanças orçamentárias e prioridades políticas.
A missão Artemis II marca o retorno tripulado à Lua, mais de meio século após a Apollo 17. Quatro astronautas farão um sobrevoo ao lado oculto do satélite a bordo da cápsula Orion, com lançamento conduzido pela Nasa. O objetivo é testar sistemas em voo lunar antes de pousos planejados.
A Apollo 17, última missão tripulada a tocar a superfície lunar, amerissou em 19 de dezembro de 1972, no Pacífico, trazendo os últimos passos humanos à Lua. A passagem de 1972 para a era Artemis representa uma mudança de década e de paradigma tecnológico.
A demora entre as missões não é apenas tecnológica: envolve política, orçamento e apoio internacional. O programa Apollo recebeu impulso intenso durante a Guerra Fria, mas não criou um modelo sustentável de exploração de longo prazo.
Contexto histórico e o atraso
Após o fim da era Apollo, o orçamento da Nasa caiu e o financiamento tornou-se instável. O governo priorizou a defesa, a saúde e a assistencialismo, reduzindo recursos para missões espaciais de longo prazo. O desenho de políticas evoluiu para projetos com ciclos curtos.
O programa do ônibus espacial, anunciado por Nixon, deslocou o foco para a baixa órbita da Terra, aumentando a complexidade tecnológica e elevando riscos, com tragédias que marcaram a história da agência. A visão de retorno à Lua ganhou impulsos alternados ao longo das décadas.
O que difere o Artemis
Em 2010, o cancelamento do programa Constellation encerrou um ciclo de ambições lunares. Hoje, a Nasa aposta na parceria público-privada e em acordos internacionais para manter presença sustentável na Lua. O objetivo é entender como viver no espaço enquanto avançam planos para Marte.
Com Artemis, a estratégia envolve construção de presença humana de longo prazo na Lua, apoiada por colaborações comerciais e acordos Artemis. A proposta busca distribuir riscos e ampliar a base de apoio político e econômico.
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