- PalmAI, tecnologia da Tencent Cloud, transforma a palma da mão em identificador único para pagamentos e serviços, com supermercados entre os primeiros a testar.
- Diferente de leitura de rosto ou impressão digital, a solução usa dados visíveis e internos do corpo, como textura da pele, veias e fluxo sanguíneo, para confirmar identidade e vivacidade.
- Sistema reduz fraudes biométricas ao verificar se há uma pessoa real diante do equipamento, respondendo a preocupações com técnicas de fraude comuns.
- No Brasil, a Treeal dirige a operação comercial e já está conduzindo projeto piloto em Brasília desde setembro, com planos de expansão para varejo alimentar.
- Dados são tokenizados e criptografados, sem armazenar imagens; o ecossistema proposto permite cadastro único para uso em diversos serviços, alinhado à LGPD.
A Tencent, por meio de sua linha de computação em nuvem PalmAI, aposta em pagamentos por palma da mão no Brasil. A tecnologia transforma a palma em identificador único e já atua, em fase piloto, no varejo brasileiro, com foco inicial em supermercados. A proposta visa reduzir fraudes biométricas por meio de leitura de dados internos do corpo.
O sistema lê textura, cor de pele e padrões vasculares, como veias e calor, para criar identidade dinâmica. A Tencent aponta que a liveness detection, que verifica a presença real do usuário, é um componente-chave para evitar fraudes com fotos ou vídeos. Com isso, oPalmAI busca autenticar identidade e vivacidade do usuário.
Segundo a empresa, o PalmAI funciona como uma carteira digital: com um gesto, é possível pagar compras, acessar serviços ou passar por catracas sem cartão, celular ou senha. A leitura ocorre em menos de 300 milissegundos, com taxas de acerto altas e baixa taxa de falso aceito.
Parcerias e operacionalização no Brasil
A implementação no país é conduzida pela Treeal, parceira local da Tencent. A partir dessa aliança, a tecnologia avança para a fase comercial, com busca ativa de clientes no varejo alimentício e adesão de uma instituição financeira em negociação.
No Brasil, a Treeal ficará responsável pelo armazenamento e proteção dos dados cadastrais. A meta é criar um ecossistema integrado, em que o usuário possa cadastrar-se uma única vez e utilizar o mesmo perfil em diferentes serviços, incluindo transporte público.
A iniciativa já contou com testes no Brasil, iniciados em Brasília, onde houve um piloto iniciado em setembro do ano passado. A implantação busca acelerar a adoção de pagamentos biométricos no dia a dia do consumidor, com foco no varejo de alimentação.
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