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Pai de menina com Alzheimer infantil desabafa sobre aproveitar o tempo ao máximo

Pai de Sophia, diagnosticada com síndrome de Sanfilippo, descreve que médicos sugeriram aproveitar ao máximo o tempo restante com a filha

Pai e filha — Foto: Reprodução: BBC
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  • Sophia Scott, 15 anos, foi diagnosticada com a síndrome de Sanfilippo, conhecida como Alzheimer infantil, doença rara e progressiva que pode antecipar o falecimento antes do 16º aniversário.
  • A família divide os cuidados: a mãe deixou o emprego para ficar com Sophia; o pai, que trabalha em hospitalidade, tornou-se divulgador da condição.
  • O diagnóstico veio após sinais que começaram com atraso no desenvolvimento; aos 7 anos, Sophia apresentou alterações de humor e hiperatividade, e hoje já não fala nem anda sozinha.
  • Os paisrelataram o impacto emocional intenso e o sentimento de “não ter mais tempo” ao receberem a informação de que a doença é incurável e evolui gradualmente.
  • A síndrome envolve acúmulo de heparan sulfato nos lisossomos, causando comprometimento do sistema nervoso; o diagnóstico costuma incluir avaliação médica, testes de substâncias no sangue ou urina e confirmação por teste genético.

O pai de Sophia Scott descreve o impacto de uma condição rara que afeta a filha desde a infância. Aos 15 anos, Sophia não fala nem anda sozinha, e médicos estimam que possa falecer antes do aniversário de 16. A família busca conforto e informação para enfrentar a doença.

Darren e Amanda, que não estão mais juntos, compartilham a responsabilidade pelos cuidados. A mãe deixou o emprego para acompanhar Sophia, enquanto o pai, gerente de hospitalidade, tornou-se porta-voz da condição rara, que é progressiva e incurável.

A história partiu de um diagnóstico feito quando Sophia tinha 4 anos. O pai relembra uma infância feliz, com dança, cozinha e escola, mas hoje observa declínio gradual, com momentos em que a filha ainda canta as musicas favoritas e diz te amo, mesmo sem conseguir falar.

O que é a doença

A síndrome de Sanfilippo, também chamada de Mucopolissacaridose tipo III, é uma doença genética rara que afeta principalmente o cérebro. O organismo não degrade adequadamente substâncias produzidas pelo corpo, levando ao acúmulo de heparan sulfato nos lisossomos.

Essa sobrecarga celular prejudica o funcionamento das células, especialmente no sistema nervoso, e a evolução clínica é progressiva e irreversível. A condição tem alto impacto no desenvolvimento e na qualidade de vida das crianças.

Sinais e evolução

Entre os sinais estão atraso na fala, dificuldades de aprendizado, hiperatividade, comportamentos repetitivos e distúrbios do sono. Há também irritabilidade, perda de habilidades adquiridas e infecções respiratórias frequentes, além de alterações físicas como rigidez articular e alterações faciais.

O diagnóstico envolve avaliação médica com geneticista, histórico clínico e sinais observados. Exames de sangue ou urina verificam o acúmulo de heparan sulfato, seguidos por testes enzimáticos e confirmação genética.

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