- A filósofa Rebecca Goldstein afirma que filosofia e ciência têm relação recíproca e simbiótica, com a tecnologia ampliando dilemas que alimentam o debate entre as áreas.
- Ela destaca que a IA levanta questões sobre pensamento, substituição humana e o papel da criatividade, impulsionando reflexões filosóficas.
- Goldstein é visto como referência em aproximar filosofia e literatura, já escreveu dez livros e teve três obras publicadas no Brasil.
- A pesquisadora possui doutorado em filosofia da ciência pela Universidade de Princeton e lecionou em Yale, Columbia e NYU, além de atuar na Harvard University.
- Ela participa do São Paulo Innovation Week, que ocorre de 13 a 15 de maio, em diferentes espaços da capital, fortalecendo o diálogo entre inovação, tecnologia e pensamento filosófico.
Rebecca Goldstein, filósofa e escritora estadunidense, afirmou que filosofia e ciência vivem em uma relação recíproca e simbiótica. Em linha com o avanço tecnológico, ela aponta novos dilemas que ampliam o diálogo entre as duas áreas.
A autora de 76 anos é convidada do São Paulo Innovation Week. O festival reunirá mais de mil participantes nacionais e internacionais entre 13 e 15 de maio, na Arena Pacaembu e na Faap. A organização envolve o Estadão em parceria com a Base Eventos.
Entre os temas, Goldstein destaca o papel da IA e as perguntas que emergem sobre pensamento humano, criatividade e possível substituição de trabalho intelectual. Ela vê a IA como instrumento de apoio, não como substituição.
A palestrante também evita limitar a filosofia ao ambiente acadêmico. Em entrevista, ela defende que filosofia seja acessível e ligada à vida cotidiana, com foco em dúvidas existenciais que também aparecem na ficção.
Sobre a relação entre literatura e filosofia, Goldstein diz que romances ajudam a revelar verdades morais que a argumentação formal não alcança, especialmente no que concerne o sentido da existência humana.
Prática educativa é outra linha destacada: segundo ela, ensinar exige despertar a responsabilidade crítica dos alunos para enriquecer suas vidas e fortalecer a democracia.
No contexto do evento, a pesquisadora comenta ainda o conceito de “instinto de importância”, tema do seu livro recente. Ela aponta desigualdades de valor social que afetam políticas públicas e a sensação de pertencimento.
Entre as obras traduzidas no Brasil, estão 36 Argumentos para a Existência de Deus, Platão no Googleplex e Incompletude. O trabalho mais recente, The Mattering Instinct, ainda não ganhou versão brasileira.
Goldstein é doutora em filosofia da ciência pela Universidade de Princeton. Já lecionou em Yale, Columbia e NYU e atua como pesquisadora associada em Harvard.
Leia também: cobertura sobre IA na arte e o conteúdo de música e literatura no São Paulo Innovation Week. As informações acima são baseadas em material do Estadão e materiais oficiais do evento.
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