- Phoebe Tesoriere, 23 anos, de Cardiff, só teve o diagnóstico de Paraplegia Espástica Hereditária após usar o ChatGPT para revisar seu histórico de sintomas, em julho de 2025, após uma convulsão que a levou ao coma por três dias.
- Testes genéticos confirmaram o diagnóstico, após a paciente levar a hipótese ao seu médico.
- A BBC trouxe o relato; o Conselho de Saúde da Universidade de Cardiff e Vale lamentou a experiência e reforçou a necessidade de acompanhamento médico.
- A Rebeccah Tomlinson, médica, orientou que pesquisas feitas com chatbots de IA na saúde devem ser discutidas com profissionais.
- Hoje, Phoebe não pode mais trabalhar como professora de alunos com necessidades especiais, usa cadeira de rodas e está cursando um mestrado em psicologia para seguir ajudando pessoas.
- Em relação aos chatbots de IA na saúde, estudo da Universidade de Oxford aponta aconselhamento médico impreciso e inconsistência; a OpenAI lançou o ChatGPT Health em janeiro nos Estados Unidos, destacando que não substitui a assistência médica.
Phoebe Tesoriere, 23 anos, de Cardiff, País de Gales, teve um diagnóstico confirmado de Paraplegia Espástica Hereditária após usar pela primeira vez o ChatGPT para revisar seu histórico médico. A mulher havia passado anos com diagnósticos equivocados e, em julho de 2025, sofreu uma convulsão severa que a deixou em coma por três dias.
Ao deixar o hospital, Phoebe inseriu seus sintomas no chatbot de IA. A ferramenta apresentou hipóteses, entre elas a PEH, levando-a a buscar nova avaliação médica. Testes genéticos confirmaram o diagnóstico, segundo informações veiculadas originalmente pela BBC.
O episódio ocorre em meio a controvérsias sobre o uso de IA na saúde. O Conselho de Saúde da Universidade de Cardiff e Vale expressou pesar pela experiência de Phoebe com o atendimento, enquanto profissionais ressaltam a necessidade de encaminhar qualquer resultado de IA a médicos.
A clínica geral Rebeccah Tomlinson orientou que pacientes que pesquisam sintomas com chatbots discutam os resultados com profissionais de medicina, para evitar interpretações equivocadas. Phoebe afirma ter lutado para ser ouvida durante o processo de diagnóstico.
Ela também relatou uma trajetória médica complexa na infância, com problemas no quadril que levaram a cirurgias. Em 2022 recebeu diagnóstico de epilepsia e, em 2024, houve piora, incluindo convulsões recorrentes e a condição de paralisia de Todd, que provoca fraqueza temporária após crises.
Hoje, Phoebe não consegue mais atuar como professora de educação especial e depende de cadeira de rodas. Ela está cursando um mestrado em psicologia e pretende seguir ajudando pessoas, mesmo diante do novo diagnóstico.
Estudos recentes trazem margem de cautela ao uso de IA na saúde. Uma pesquisa da Universidade de Oxford aponta que chatbots produzem aconselhamentos médicos inconsistentes, com riscos potenciais para usuários. Em 2024, iniciou-se a funcionalidade ChatGPT Health nos EUA, que promete analisar registros médicos, mas sem substituir a orientação clínica.
A OpenAI afirma que o ChatGPT Health não realiza diagnóstico ou tratamento, funcionando como apoio. Aproximadamente 230 milhões de pessoas enviam semanalmente perguntas sobre saúde, segundo a empresa. Ativistas temem o acesso a dados confidenciais, preocupações que a empresa afirma ter sido consideradas no projeto.
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