- A China colocou em operação o maior conjunto de computação científica inteligente no país, na central da Internet Nacional de Supercomputação, em Zhengzhou.
- A estrutura reúne 60 mil chips de aceleração de inteligência artificial e amplia a pesquisa com foco científico e industrial.
- O projeto iniciou operação experimental em 5 de fevereiro, com mais de 30 mil chips, e agora consolida a maior infraestrutura do tipo no país.
- O lançamento marca a fase inicial da estratégia “Agente Inteligente de Supercomputação Científica”, que busca integrar recursos computacionais avançados ao desenvolvimento científico.
- A plataforma oferece ecossistema integrado com dados, computação, modelos e aplicações, incluindo bases de dados, ferramentas e mais de mil modelos de código aberto, além de permitir que pesquisadores descrevam demandas em linguagem natural para automatizar tarefas.
A China ativou nesta terça-feira, 14, o maior conjunto de computação científica inteligente do país, localizado na central da Internet Nacional de Supercomputação, em Zhengzhou. A infraestrutura expande a capacidade de pesquisa baseada em IA, com foco em aplicações científicas e industriais.
O sistema integra 60 mil chips de aceleração de inteligência artificial, ampliando a escala desde a operação experimental iniciada em 5 de fevereiro, quando eram usados mais de 30 mil chips. A expansão consolida a maior infraestrutura do tipo no país e inaugura a estratégia denominada Agente Inteligente de Supercomputação Científica.
Especialistas veem o momento como parte de uma mudança no modelo global de pesquisa, com a IA ganhando papel central na produção de conhecimento. O cenário é conhecido como quinto paradigma científico, em que recursos computacionais em larga escala ajudam a acelerar descobertas e aplicações.
Estrutura e funcionamento
Além da capacidade bruta de processamento, o nó central opera dentro de um ecossistema integrado que combina dados, computação, modelos e aplicações. A plataforma agrega bases de dados, ferramentas e mais de mil modelos de código aberto, facilitando a implementação de projetos.
Pesquisadores passam a dispor de um ambiente mais ágil: não precisam configurar sistemas nem gerenciar infraestrutura de TI. Eles descrevem demandas em linguagem natural, e o sistema executa tarefas como divisão de responsabilidades, seleção de modelos e alocação de recursos computacionais. O processo reduz o tempo de execução das pesquisas.
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