- A NOAA informou em 13 de abril de 2026 que La Niña terminou, mas ainda não houve início de El Niño; a situação atual no Pacífico equatorial central e leste está de neutralidade.
- Até junho de 2026, a chance de manter a neutralidade é de cerca de 80%, segundo o boletim da NOAA; a probabilidade de iniciar El Niño aumenta para 61% entre maio e julho de 2026, com persistência até o fim de 2026.
- O índice RONI para o trimestre de janeiro a março de 2026 ficou em -0,7°C, indicando neutralidade no momento, segundo a NOAA.
- As previsões de longo prazo apontam potencial para um El Niño de fraco a muito forte no segundo semestre de 2026, com maior chance de intensidade semelhante ao ocorrido em 2023; ainda há incerteza sobre a força exata.
- No Brasil, espera-se impactos regionais variados: aumento de chuva no Sul (especialmente Rio Grande do Sul) e maior irregularidade de precipitações, calor e ondas de calor em partes do Centro-Oeste e Sudeste, com efeitos também sobre a umidade do ar e consumo de energia.
O serviço de monitoramento climático aponta que La Niña terminou, mas ainda não há inicio de El Niño. A situação atual na porção central e leste do Pacífico Equatorial é de neutralidade, e a NOAA prevê continuidade desse cenário até o fim de abril. Até julho de 2026, há 61% de chance de que um El Niño se estabeleça e persista até pelo menos o fim de 2026.
A atualização divulgada em 13 de abril de 2026 mostra que a temperatura média da água na região monitorada permanece abaixo ou próxima da média para o momento, o que caracteriza neutralidade. Dados indicam variações na TSM entre as regiões do Pacífico, com deslocamento gradual de água mais quente em direção ao leste desde março.
A NOAA mantém a expectativa de que a neutralidade persista entre abril e junho de 2026, com 80% de probabilidade nesse intervalo. Em maio ou julho, cresce a chance de um El Niño, estimada em 61%, impactando o clima global até o fim de 2026.
O que muda com o novo índice
As projeções de intensidade para o El Niño de 2026 variam conforme centro climático. A NOAA aponta chances quase iguais de El Niño moderado, forte ou muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, com baixa probabilidade de manter a neutralidade.
A Climatempo destaca potencial de El Niño forte a muito forte, similar ao registrado em 2023, influenciando o inverno, a primavera e parte do verão no Brasil. Modelos de longo prazo já incorporam essa possibilidade na previsão brasileira.
O índice RONI e futuras previsões
O novo índice de monitoramento, o RONI, substitui o ONI e utiliza desvios de temperatura na região Niño 3.4. O valor recente para jan-mar de 2026 é -0,7°C, indicando neutralidade ainda vigente. O RONI ajuda a situar os eventos em relação a padrões históricos.
Entre as regiões do Pacífico, os mapas do RONI mostram El Niño em vermelho, La Niña em azul e neutralidade em cinza, facilitando a leitura das fases atuais e as projeções para os próximos trimestres.
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