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Alteração no olfato surge como pista precoce de Alzheimer

Alterações no olfato surgem como pista precoce da doença de Alzheimer, antecipando danos cerebrais anos antes dos sintomas e ampliando oportunidades de diagnóstico

Perda de olfato pode sinalizar Alzheimer precoce. (Foto: Getty Images via Canva)
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  • Estudo recente, publicado na Nature Communications, indica que a perda de olfato pode antecipar o Alzheimer por anos.
  • A diminuição da capacidade olfativa está ligada à atuação inadequada do sistema imunológico cerebral, com microglia hiperativas destruindo ligações entre o bulbo olfatório e o locus coeruleus.
  • Também foram identificadas mudanças celulares: a fosfatidilserina se desloca para a parte externa da membrana, funcionando como aviso para eliminar neurônios danificados.
  • As evidências vêm de modelos animais, análise de tecido humano e exames de imagem por PET scan, fortalecendo a ideia de olfato como marcador precoce.
  • A descoberta pode favorecer diagnósticos mais rápidos e aumentar a eficácia de tratamentos, como anticorpos beta-amiloides, ao identificar sinais antes dos sintomas.

O estudo, publicado na Nature Communications em 2025 e liderado por Carolin Meyer, aponta que alterações no olfato podem antecipar a doença de Alzheimer em anos. Pesquisadores destacam a possibilidade de usar esse sinal como diagnóstico precoce, antes das falhas de memória.

A pesquisa investiga o elo entre sensibilidade olfativa e mudanças cerebrais, envolvendo o sistema imune do cérebro. Segundo os autores, o processo pode indicar alterações neurobiológicas que antecedem os sintomas clássicos.

Um aspecto central é a atuação da microglia, células de defesa cerebral. Em estágio inicial da doença, esse sistema pode se desregular, impactando ligações entre o bulbo olfativo, responsável pela percepção de cheiros, e o locus coeruleus, que regula atenção e sono.

Além disso, os pesquisadores identificaram a movimentação de fosfatidilserina para a parte externa da membrana celular. Esse deslocamento funciona como marcador biológico que sinaliza à microglia a remoção de fibras nervosas, contribuindo para a perda de conexões olfativas.

Para validar as hipóteses, o estudo utilizou modelos animais, análises de tecido humano e exames de imagem, como PET scan. A combinação aprimora a compreensão de que a perda de olfato pode integrar o conjunto de sinais precoces da doença.

Impacto no diagnóstico precoce

Essas evidências sugerem que sinais de olfato podem ampliar a triagem de pacientes com risco elevado. O reconhecimento rápido pode favorecer intervenções mais eficazes, especialmente em fases iniciais tratáveis.

Em termos práticos, a pesquisa reforça a relevância de monitorar alterações olfativas como parte de avaliações clínicas de saúde neurológica. A estratégia pode complementar exames já utilizados na identificação de Alzheimer.

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