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Drogas: como funciona a redução de danos e seus objetivos

Redução de danos ganha espaço no Brasil, com salas de uso seguro e campanhas informativas para reduzir riscos e ampliar acesso a serviços de saúde

Imagem, em fundo rosa, de uma máscara ao lado de uma seringa com agulha.
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  • Redução de Danos é uma abordagem que busca informar e reduzir danos do uso de substâncias, sem incentivar o uso nem impor abstinência.
  • Salas seguras de uso existem em países como Suíça, Holanda, Alemanha, Dinamarca, Espanha, França, Canadá e Austrália; no Brasil, esse formato ainda não está implementado.
  • Nos Estados Unidos, ações de RD em parceria com policiamento local ajudaram a reduzir, nos últimos dois anos, as mortes por overdose de fentanil em cerca de vinte e cinco por cento.
  • Entre 2012 e 2023 houve um aumento de oitenta por cento no consumo de substâncias psicoativas no Brasil.
  • Iniciativas de RD também chegaram a ações de comunicação em eventos, em São Paulo, com apoio de organizações e parcerias como Breeza e a ONG É de Lei, além de debates sobre regulamentação de dispositivos de redução de danos.

Durante a história da saúde pública, a abstinência não foi suficiente para evitar infecções ou mortes associadas ao consumo de substâncias. Experiências internacionais mostraram que campanhas informativas e práticas de redução de danos podem ampliar a segurança dos usuários e reduzir danos.

A abordagem não incentiva o uso, mas reconhece a realidade de que pessoas continuam consumindo substâncias. Isso envolve oferecer orientação, suporte de saúde e opções menos danosas, com foco na prevenção de danos, não apenas na abstinência.

Contexto histórico

Nos anos 1980 e 1990, o tema HIV/Aids ampliou a discussão sobre uso de drogas injetáveis e compartilhamento de seringas. A formação de campanhas voltou-se à redução de riscos, porém sem mudanças estruturais profundas.

Redução de danos no mundo

Salas seguras de uso de substâncias existem em países como Suíça, Holanda, Alemanha, Dinamarca, Espanha, França, Canadá e Austrália. Nelas, usuários podem consumir com suporte de saúde e assistência social, sem criminalização direta do consumo.

Caminho no Brasil

No Brasil, a prática ainda não é institucionalizada de forma ampla. Pesquisadores destacam que repressões históricas, como campanhas de caráter moralista, não reduziram o consumo nem evitam danos sociais como cracolândias.

Experiência e debates

Especialistas ressaltam que a redução de danos não exige mudança abrupta de hábitos, mas o reconhecimento de que algumas pessoas optam por continuar usando. Apoio pode incluir acesso a informações, orientação e encaminhamentos para tratamento, quando desejado.

Exemplos e ações recentes

Organizações não governamentais atuam oferecendo informações, cursos profissionalizantes de redução de danos e distribuição de materiais educativos. Em eventos de grande circulação, ações de orientação ajudam a esclarecer riscos de misturar substâncias.

Perspectivas públicas

Pesquisadores destacam a importância de parcerias entre setor público, sociedade civil e empresas. A ideia é ampliar a educação sobre redução de danos, sem incentivar o uso, mas com foco em reduzir danos à saúde.

Desafios e custos

A implementação da redução de danos enfrenta resistência cultural e barreiras legais em alguns locais. Ainda assim, evidências apontam redução de mortalidade associada a determinadas substâncias quando há ações de RD em conjunto com serviços de saúde.

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