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Investimento recorde em tecnologia na aviação depende da coordenação de dados

Investimento recorde em tecnologia na aviação depende da coordenação de dados entre sistemas e parceiros; sem isso, resultados ficam aquém e risco operacional aumenta

Compartilhamento e coordenação de dados operacionais entre sistemas e parceiros: foco para a indústria
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  • Investimento recorde em tecnologia na aviação em 2025 é de US$ 50,8 bilhões, mas a coordenação de dados entre sistemas e parceiros continua sendo o principal obstáculo para entregar os resultados esperados.
  • Companhias aéreas investem US$ 36 bilhões e aeroportos US$ 14,8 bilhões em TI, correspondendo a 3,6% e 7,3% da receita, respectivamente; 83% das aéreas e 89% dos aeroportos declaram a tomada de decisão baseada em dados como prioridade.
  • Na região Américas, 65% dos aeroportos aumentaram gastos com TI em 2025, enquanto 57% das companhias aéreas elevaram investimentos; IA é a principal aposta para os próximos dois anos, e 50% dos aeroportos já possuem plataformas de dados implementadas.
  • A IA rende mais quando coordena decisões entre múltiplos sistemas: 63% das aéreas usam IA para gerenciar interrupções de forma integrada; 69% priorizam IA generativa; apenas 17% monitoram turnaround em tempo real com IA; 53% dos aeroportos já aplicam IA no turnaround.
  • Cibersegurança passa a proteger dados compartilhados, não apenas plataformas: 60% dos aeroportos indicam cibersegurança como principal desafio, e 68% apontam IA para detectar anomalias; identidades digitais ganham impulso, com 64% das companhias planejando adotá-las e 57% citando cooperação com aeroportos como requisito para escalar soluções.

O relatório Air Transport IT Insights 2025, da SITA, aponta que o setor de transporte aéreo investiu um recorde de US$ 50,8 bilhões em tecnologia em 2025. Contudo, a coordenação de dados entre sistemas e parceiros continua sendo o principal obstáculo para entregar plenamente os resultados desejados, agravado pelo contexto do conflito no Oriente Médio.

Segundo o estudo, companhias aéreas investiram US$ 36 bilhões em TI em 2025, equivalente a 3,6% da receita, e aeroportos gastaram US$ 14,8 bilhões, ou 7,3% da receita. Ainda assim, 83% das aéreas e 89% dos aeroportos consideram a tomada de decisão baseada em dados uma prioridade estratégica.

Nas Américas, 65% dos aeroportos elevaram gastos com TI em 2025, ante 57% das companhias aéreas. A IA aparece como principal investimento planejado para os próximos dois anos tanto por aéreas quanto por aeroportos. Entretanto, apenas metade dos aeroportos já utiliza plataformas de dados, e 20% não planejam adotá-las até 2027.

A cibersegurança é apontada como maior desafio de TI pelos aeroportos na região, citada por 60%, e como principal motivador de infraestrutura por 72%. Investimentos em IA também crescem, com 53% dos aeroportos já aplicando IA em processos de turno, enquanto 36% o faziam em 2024.

A confiabilidade operacional já impacta resultados financeiros: atrasos de voos geram parte significativa da receita do setor, estimada pela IATA. Hoje, 46% das companhias atualizam sistemas de operações de voo para tornar informações entre voo, tripulação, aeronave e passageiros mais consistentes em tempo real.

A IA passa a atuar de modo mais coordenado entre múltiplos sistemas. Hoje, 63% das aéreas utilizam IA para gerenciar interrupções, alocação de aeronaves e disponibilidade de tripulação, avaliando opções sob várias restrições. Entre as iniciativas, 69% priorizam IA generativa e modelos de linguagem para os próximos 12 meses.

Ainda que existam avanços, apenas 17% das aéreas monitoram atividades de turnaround em tempo real com IA que dependa de dados de múltiplos parceiros, enquanto 53% dos aeroportos já aplicam IA nesse processo. A principal barreira continua sendo a integração e a consistência de dados entre sistemas.

A segurança de dados compartilhados passa a ser foco maior à medida que sistemas se conectam. 67% dos aeroportos citam a cibersegurança como prioridade em TI, e 68% a veem como motivador de investimentos em infraestrutura. IA já é usada por 64% para detectar anomalias e reduzir tempo de resposta.

Identidades digitais avançam, mas dependem de coordenação entre setores. 64% das companhias planejam adotá-las, e o controle biométrico de fronteiras já está presente em 54% dos aeroportos, com previsão de alcançar 83% até 2028. A cooperação com aeroportos é vista por 57% das aéreas como requisito essencial para ampliar o valor dessas soluções.

Sustentabilidade avança mais quando o controle é centralizado. Em programas de renovação de frotas, 83% das companhias atuam; 67% utilizam combustível sustentável em áreas específicas; 75% dos aeroportos monitoram energia por meio de gestão predial. Soluções que dependem de compartilhamento de dados permanecem abaixo de 20%.

O consenso entre executivos é claro: a coordenação de dados entre sistemas e parceiros determina o quão efetivo será o retorno sobre os investimentos em IA, cibersegurança, identidades digitais e sustentabilidade. Sem esse alinhamento, a infraestrutura existe, mas o potencial não é alcançado.

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