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Término amoroso pode alterar microbiota intestinal, revela estudo

Término de relacionamento pode alterar a microbiota intestinal, impactando humor e saúde via o eixo intestino-microbiota-cérebro

Término pode reduzir diversidade da microbiota intestinal. (Foto: Pixelshot via Canva)
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  • Estudo publicado em Frontiers in Nutrition em 2021 sugere que o término de relacionamento pode alterar a microbiota intestinal, impactando humor e saúde.
  • O resultado está ligado ao eixo intestino-microbiota-cérebro, que conecta o intestino ao cérebro e pode reagir ao estresse emocional.
  • Possíveis efeitos: redução da diversidade de bactérias, aumento da inflamação e maior vulnerabilidade a doenças metabólicas e imunológicas.
  • Casais costumam compartilhar características da microbiota; a separação pode romper esse equilíbrio biológico.
  • Fibras alimentares, atuando como prebióticos, podem ajudar a aumentar a diversidade intestinal e melhorar o humor por meio da produção de metabólitos benéficos.

O fim de um relacionamento pode provocar mais do que dor emocional: pesquisas sugerem que também altera a microbiota intestinal, com implicações para o humor e a saúde geral. O estudo, publicado na Frontiers in Nutrition, foi conduzido por Jie-Yu Chuang em 2021 e aponta a possível relação entre término, eixo intestino-microbiota-cérebro e bem-estar.

A pesquisa explica que a microbiota, formada por trilhões de microrganismos, desempenha funções como regulação do sistema imunológico, produção de neurotransmissores e controle de inflamação. Há comunicação constante entre intestino e cérebro, de modo que estresse ligado ao término pode impactar o ambiente intestinal.

Ao analisar o impacto, o estudo destaca ativação do eixo hormonal do estresse, com aumento de cortisol, que pode reduzir a diversidade bacteriana e elevar a inflamação. Além disso, mudanças comportamentais típicas do término, como isolamento e alterações na alimentação, agravam o desequilíbrio.

Casais costumam compartilhar perfis semelhantes de microbiota devido a hábitos e convivência. A separação pode, portanto, romper esse equilíbrio biológico, acrescendo vulnerabilidade a doenças metabólicas e imunológicas. O efeito no humor inclui maior risco de depressão e ansiedade.

Entre as possibilidades para mitigar o quadro, o trabalho aponta o papel das fibras alimentares, prebióticos que elevam a diversidade microbiana, reduzem inflamação e estimulam produção de compostos benéficos ao cérebro. A fermentação dessas fibras gera ácidos graxos de cadeia curta, associados à saúde intestinal e ao humor.

Os pesquisadores destacam que o término merece atenção sob uma perspectiva biológica, além do emocional. Cuidar da alimentação e da saúde intestinal pode agir como complemento no enfrentamento do momento, contribuindo para equilíbrio físico e emocional.

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