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Árvores centenárias no Brasil revelam séculos de história

Jequitibá-rosa, com cerca de cinco séculos, no Rio, e a Chorona, maior árvore urbana do Brasil, em São José dos Campos, fortalecem a conservação urbana

Foto: reprodução
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  • Jequitibá-rosa centenário do Parque Estadual da Pedra Branca, em Guaratiba, tem cerca de 500 anos, aproximadamente 40 metros de altura e 7 metros de circunferência.
  • Localizada a 1 quilômetro dentro da mata, a 200 metros de altitude, suacesso restrito ajuda a protegê-la ao longo dos séculos.
  • A conservação é atribuída ao acesso restrito pelo Sítio Jequitibá-Rosa, mantido por Carlos Sérgio Raposo, com outros exemplares da espécie preservados no local; a espécie é Cariniana legalis, nativa da Mata Atlântica e ameaçada de extinção.
  • A Chorona, outra árvore icônica citada, é Samanea saman, considerada a maior árvore urbana do Brasil, com copa de mais de 1.200 metros quadrados e cerca de 14 metros de altura.
  • A Fiocruz realiza coleta de sementes e produção de mudas da Chorona para reintrodução na natureza, enquanto estudos reforçam seu papel ecológico e cultural na cidade.

O Jequitibá-rosa centenáriodo Parque Estadual da Pedra Branca, em Guaratiba, tem cerca de 500 anos e é um dos seres vivos mais antigos da cidade do Rio de Janeiro. Sua presença mostra a resistência da Mata Atlântica frente à atuação humana.

A árvore chega a 40 metros de altura e 7 metros de circunferência. A copa abriga diversas aves e insetos, formando um microecossistema com valor ecológico relevante para a região.

O exemplar está a 1 km da entrada da mata, em área preservada do parque, a 200 metros de altitude. O acesso restrito contribuiu para sua proteção ao longo de séculos, mantendo o seu estado saudável.

A Fiocruz informou que a conservação ocorre, em parte, pelo acesso restrito ao Sítio Jequitibá-Rosa, mantido por Carlos Sérgio Raposo. O local abriga remanescentes da Floresta da Pedra Branca e abriga outros exemplares da espécie.

A espécie, Cariniana legalis, é nativa da Mata Atlântica e está ameaçada de extinção. A presença da árvore no parque sinaliza qualidade ambiental e contribui para o equilíbrio ecológico local, além de auxiliar no sequestro de carbono.

Segundo o biólogo Thiago Fernandes, da Fiocruz Mata Atlântica, as principais ameaças são a extração de madeira e a perda de hábitat. A equipe defende ações de conservação urgentes para a espécie.

A pesquisa da Fiocruz indicou que a espécie está sendo marcada para coleta de sementes e produção de mudas no horto da instituição, com o objetivo de reintroduzi-la na natureza, seguindo recomendações de órgãos oficiais como CNCFlora.

A descoberta do Jequitibá-rosa centenário ganhou reconhecimento de ambientalistas como marco para a conservação urbana. A árvore passou a simbolizar campanhas de preservação e ações educativas.

A Chorona: maior árvore urbana do Brasil

A Chorona, árvore da espécie Samanea saman, é reconhecida como a maior árvore urbana do Brasil. Sua copa cobre mais de 1.200 metros quadrados e a sombra equivale a quase dois campos de futebol.

A árvore tem cerca de 14 metros de altura e tronco largo que sustenta uma copa de 40 metros de diâmetro. Sua imponência se tornou destaque no Parque do Cidade, em São José dos Campos.

Em 2017, a Chorona recebeu oficialmente o título de maior árvore urbana pelo RankBrasil, reforçando seu papel como patrimônio natural da cidade e referência de sustentabilidade urbana.

O reconhecimento oficial foi apoiado por medições que atestam o tamanho da copa e da área sombreada. A Chorona também tem função educativa, sendo tema de estudos de universidades e centros de pesquisa ambiental.

O parque onde está a Chorona tornou-se ponto de encontro para turistas, estudantes e moradores, que utilizam a área para piquiques, encontros e atividades ao ar livre. A árvore atua como habitat para aves, insetos e pequenos mamíferos.

A legislação municipal protege a Chorona, tornando-a imune a cortes. A medida assegura a preservação da árvore como símbolo de consciência ambiental na cidade.

O engenheiro florestal Rogério Mazzeo liderou estudos que comprovaram a grandeza da Chorona. Ele ressalta o papel da árvore como referência de cuidado com a natureza e de educação ambiental.

A presença da Chorona inspira ações de arborização e reforça a relação entre cidade e natureza. O parque é referência de conservação e a árvore figura entre os seus principais atrativos ecológicos.

Turistas, estudantes e moradores visitam a Chorona para observar a copa e o ecossistema que ela abriga. A árvore contribui para a qualidade do ar e para a amenização de temperatura local.

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