- O Sistema Aquífero Grande Amazônia (SAGA) é um reservatório subterrâneo com cerca de 162 mil km³ de água doce sob o Brasil, maior que o Aquífero Guarani.
- Estudos da Universidade Federal do Pará apontam que o SAGA pode abastecer o mundo por centenas de anos, graças à infiltração pluviométrica da Amazônia e a camadas rochosas profundas.
- A confirmação veio de perfurações profundas e dados sísmicos usados originalmente na busca por petróleo, que mostraram rochas saturadas de água na bacia amazônica, com núcleo no território brasileiro.
- O sistema se estende por áreas do Peru, Colômbia e Equador, mas seu coração está sob solo brasileiro.
- O principal risco ao SAGA é a contaminação externa e o desmatamento, que podem afetar o ciclo de chuvas e o recargo natural da água por longos períodos.
O Sistema Aquífero Grande Amazônia (SAGA) é uma reserva de água doce subterrânea com cerca de 162 mil km³, estendendo-se por diversos estados do Brasil. A descoberta envolve perfurações profundas e estudos sísimicos, iniciados na busca por petróleo na bacia amazônica, que revelaram camadas saturadas de água sob solo brasileiro.
Pesquisas da Universidade Federal do Pará apontam que o aquífero é maior do que o Aquífero Guarani e tem potencial para abastecer o mundo por centenas de anos. O SAGA funciona como uma esponja, filtrando água da chuva por rochas porosas a grandes profundidades.
A cobertura do canal O Liberal reforça a importância estratégica do SAGA para o Brasil e para o planeta, destacando seu papel frente à escassez hídrica. A região envolve territórios do Peru, Colômbia e Equador, com o coração do sistema no solo brasileiro.
O que sustenta o aquífero
O clima equatorial favorece altas taxas de infiltração pluvial, enquanto camadas sedimentares da região Amazônica são mais espessas e permeáveis que as do Aquífero Guarani. O aquífero possui água de alta pureza, mantida por filtros naturais do solo.
Quais são os riscos
Especialistas alertam para contaminação externa e desmatamento da Amazônia como principais ameaças. Sem cobertura vegetal, o ciclo de chuvas que recarrega o SAGA pode ser comprometido, colocando em risco séculos de acumulação de água.
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