- Casos de SRAG aumentam em bebês até dois anos; 14 estados e capitais apresentam tendência de alta, com o vírus sincicial respiratório como principal responsável.
- Dados são da Semana Epidemiológica 14 (5 a 11 de abril); Covid-19 permanece em queda no país.
- Fiocruz destaca vacinação de gestantes a partir da 28ª semana como proteção para bebês nos primeiros meses de vida; influenza A também em crescimento em diversos estados.
- No plano nacional, SRAG está estável, mas 14 unidades da federação permanecem em alerta, com alta incidência em Acre, Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
- Em 2026, foram registrados 37.244 casos de SRAG, com 42,5% positivos para vírus respiratórios; rinovírus predomina entre os detectados, seguido por influenza A; influenza A é a principal causa de mortes.
O Brasil enfrenta crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês e crianças até 2 anos, com alta em quatro regiões. O alerta aponta para o vírus sincicial respiratório (VSR) como principal acelerador das internações nessa faixa etária. Enquanto isso, os casos graves de Covid-19 permanecem em queda.
Os dados, relativos à Semana Epidemiológica 14 (5 a 11 de abril), constam no Boletim InfoGripe da Fiocruz. O sistema monitora SRAG e orienta ações de vigilância e resposta em saúde pública, com atualização semanal.
O que está em jogo
A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, destaca o VSR como uma das principais causas de internação infantil, especialmente por bronquiolite. Ela reforça a importância da vacinação de gestantes a partir da 28ª semana para proteger bebês nos primeiros meses.
Panorama nacional e regional
No país, SRAG apresenta estabilidade de curto e longo prazo, mas 14 das 27 unidades federativas seguem em alerta, com tendência de crescimento. Estados do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste estão entre os mais afetados.
Quem está impactado
Agravamento ocorre sobretudo em crianças pequenas, com VSR e rinovírus como principais agentes. A mortalidade continua concentrada entre idosos, com influenza A e Covid-19 entre as principais causas.
Dados de 2026 e tendências
Até 2026, foram registrados 37.244 casos de SRAG, com 42,5% positiveis para vírus respiratórios. Rinovírus lidera, seguido por influenza A e VSR. Nas últimas quatro semanas, influenza A e VSR ganharam peso; Covid-19 representa 5,5% das infecções.
Óbitos e letalidade
Entre as mortes recentes, influenza A responde por 40,8%, rinovírus por 26,9% e Covid-19 por 23,3%, indicando mudança no perfil dos vírus mais letais no Brasil.
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