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Casos de vírus sincicial respiratório acendem alerta e entenda

Fiocruz aponta tendência de aumento do vírus sincicial respiratório em dezoito estados e no Distrito Federal, com Arexvy ampliada para adultos a partir de dezoito anos

Brasília (DF) 04/12/2025 - Vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • Fiocruz aponta alerta para síndromes respiratórias graves em dezoito estados e no Distrito Federal, com tendência de aumento em treze unidades federativas.
  • Entre 29 de março e 4 de abril, a prevalência de vírus sincicial respiratório foi de 19,9% entre casos positivos, contra 40,8% de rinovírus e 30,7% de Influenza A.
  • Anvisa autorizou a ampliação do uso da vacina Arexvy para adultos a partir de dezoito anos; a vacina já existia no Brasil desde 2023 para maiores de sessenta.
  • O VSR é transmitido principalmente por gotículas e contato com secreções; sintomas variam de resfriado a quadros graves, especialmente em bebês e idosos.
  • SUS avalia e adota medidas de prevenção e imunização: gestantes recebem vacina no 28ª semana para proteção do bebê, e bebês recebem palivizumabe ou nirsevimabe conforme critérios.

O boletim da Fiocruz, divulgado este mês, aponta situação de alerta para síndromes respiratórias graves em 18 estados e no DF, com tendência de alta em 13 unidades. Dados de 29 de março a 4 de abril mostram prevalências de 40,8% para rinovírus, 30,7% para Influenza A e 19,9% para VSR.

O vírus sincicial respiratório é comum em todas as idades, mas afeta mais bebês, idosos e pessoas com o sistema imune comprometido. O VSR circula em épocas do ano e pode causar desde resfriados até quadros graves que demandam UTI.

O Ministério da Saúde reforça a importância da prevenção, diagnóstico adequado e manejo clínico, já que não há medicamento específico para o VSR. A depender da gravidade, o tratamento é de suporte.

Transmissão

O VSR se espalha principalmente por gotículas, contato com secreções e superfícies contaminadas. Tosse, espirro, conversa próxima e toque em mãos ou objetos podem disseminar o vírus.

Sintomas

Os sintomas costumam lembrar um resfriado, como coriza, tosse, espirros, febre e congestão. Em bebês e idosos, podem surgir dificuldade respiratória, falta de apetite e cianose.

Grupos com maior risco

Crianças com menos de 2 anos, especialmente até 6 meses, prematuros e crianças com doenças cardíacas ou pulmonares. Idosos e pessoas com imunossupressão também apresentam maior risco de formas graves.

Diagnóstico

Em geral, o diagnóstico é clínico. Em casos graves, podem ser feitos exames moleculares (RT-PCR) para confirmar o VSR em amostras respiratórias.

Tratamento

Não há antiviral específico. O manejo é de suporte, com hidratação, controle da febre, higienização nasal e, se necessário, internação com oxigênio.

Prevenção

Medidas simples reduzem a transmissão: higienização das mãos, evitar contato com pessoas gripadas, limpeza de superfícies, evitar aglomerações e manter ambientes ventilados.

Para bebês, o SUS oferece vacinas e imunização apropriada. A vacinação em gestantes, com Arexvy, busca proteção no bebê nos primeiros meses de vida.

Vacinação em gestantes

O SUS disponibiliza Arexvy para gestantes a partir da 28ª semana. A transferência de anticorpos pela placenta protege o recém-nascido nos primeiros meses de vida.

Imunização de bebês

Bebês, especialmente prematuros, podem receber anticorpos monoclonais pelo SUS. O palivizumabe está sendo substituído pelo nirsevimabe, com dose única para proteger durante a pior época do VSR.

O nirsevimabe entrará em uso para bebês prematuros e crianças com comorbidades nascidas a partir de fevereiro de 2026, conforme o Ministério.

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