- Pesquisadores suecos da Universidade de Gotemburgo usaram IA para identificar pessoas com maior risco de desenvolver melanoma nos próximos cinco anos, a partir de dados clínicos existentes.
- O estudo analisou informações de cerca de 6 milhões de adultos suecos que viveram no país entre 2005 e 2014.
- O modelo mais avançado conseguiu distinguir quem evoluiria para melanoma em cerca de 73% dos casos, frente a 64% apenas com idade e sexo.
- Combinando diagnósticos, medicações e dados sociodemográficos, o grupo de maior risco teve probabilidade de cerca de 33% de desenvolver a doença em cinco anos.
- Autores sugerem que triagens direcionadas a grupos de alto risco podem tornar o monitoramento mais preciso e o uso de recursos de saúde mais eficiente, mas ressaltam a necessidade de mais pesquisas e decisões políticas antes da implementação.
A equipe da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, usou inteligência artificial para identificar pessoas com maior risco de desenvolver melanoma nos próximos cinco anos, a partir de dados de prontuários médicos existentes. O estudo analisou registros de saúde de adultos suecos.
Entre 2005 e 2014, cerca de 6 milhões de residentes suecos foram incluídos na pesquisa. Modelos de IA foram alimentados com informações clínicas além de idade e sexo, como histórico de medicações e outros diagnósticos. O objetivo foi detectar padrões que indiquem maior probabilidade de incidência futura.
Os resultados indicam que o modelo mais avançado consegue distinguir quem desenvolverá melanoma em cerca de 73% das vezes, frente a 64% apenas com idade e sexo. Ao combinar diagnósticos, medicações e dados sociodemográficos, foram identificados pequenos grupos de alto risco com probabilidade de cerca de 33% de desenvolver a doença em cinco anos.
Implicações e próximos passos
Os autores ressaltam que a detecção precoce é crucial, já que o melanoma pode se disseminar rapidamente e reduzir a sobrevida. Identificar indivíduos com maior risco pode permitir triagens mais direcionadas e uso mais eficiente de recursos de saúde. Clinicamente, isso pode orientar convites para rastreamento.
A equipe destaca que, embora promissora, a abordagem exige mais pesquisas e decisões políticas antes de ser adotada na prática clínica. Pesquisas futuras devem confirmar benefícios, custos e impactos operacionais de uma triagem seletiva baseada em IA.
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